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Bessent contrata Judy Shelton, ex-indicada controversa de Trump ao Fed, como assessora no Tesouro

Publicado 09/10/2026 • 11:45 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Judy Shelton, cuja indicação para integrar o Federal Reserve foi barrada pelo Senado, foi nomeada assessora do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.
  • Shelton aconselhará Bessent sobre política cambial, com “foco especial na avaliação das condições financeiras na China”, informou o Tesouro em comunicado que será divulgado nesta sexta-feira.
  • A nomeação ocorre em meio a mudanças no alto escalão do Tesouro; Shelton ocupará a mesma função de David Zervos e não precisará de aprovação do Senado.
: Judy Shelton durante audiência no Senado dos Estados Unidos

U.S. Senate Committee on Banking, Housing, and Urban Affairs / Divulgação

Judy Shelton durante audiência no Senado dos Estados Unidos sobre sua indicação ao conselho do Federal Reserve. Shelton foi escolhida para atuar como assessora do secretário do Tesouro, Scott Bessent.

Judy Shelton, cujas ideias econômicas controversas levaram o Senado a barrar sua indicação ao Federal Reserve, foi escolhida como assessora do secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent.

O Tesouro informou que Shelton aconselhará Bessent sobre política cambial, “com foco especial na avaliação das condições financeiras na China”.

Shelton não é conhecida como especialista em China. Em 1988, publicou o livro “Money Meltdown”, sobre a necessidade de um regime monetário internacional unificado. No ano seguinte, lançou “The Coming Soviet Crash”.

Antes de ingressar no Tesouro, atuou como pesquisadora sênior no Independent Institute, um think tank voltado ao livre mercado, e, anteriormente, na Hoover Institution, da Universidade de Stanford. Ela tem doutorado em administração de empresas pela Universidade de Utah.

“Ao longo de sua carreira, ela se especializou na análise das condições monetárias e financeiras internas dos países e de seus impactos sobre as taxas de câmbio”, afirmou o Tesouro no anúncio, que será divulgado ainda nesta sexta-feira.

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Em 2019, um grupo bipartidário de senadores, formado por todos os democratas e alguns republicanos, rejeitou a indicação feita pelo presidente Donald Trump para que Shelton ocupasse uma cadeira no conselho do Fed.

A resistência estava ligada às posições dela sobre a independência do banco central, ao apoio ao padrão-ouro e aos questionamentos sobre a necessidade de os Estados Unidos terem um banco central.

A nomeação ocorre em meio a uma série de mudanças no alto escalão do Tesouro. Uma reportagem recente do Wall Street Journal listou sete autoridades confirmadas pelo Senado que deixaram o departamento até o fim de agosto. Apenas uma dessas vagas foi preenchida.

Bessent também nomeou recentemente David Zervos, ex-estrategista-chefe de mercado da Jefferies, como assessor. Shelton ocupará a mesma função. Nenhum dos dois precisa de aprovação do Senado.

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