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Cantora iraniana é condenada a 74 chibatadas por se apresentar sem hijab em live no YouTube
Publicado 20/06/2026 • 15:01 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 20/06/2026 • 15:01 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Reprodução/Parastoo Ahmadi
Uma corte do Irã condenou a cantora Parastoo Ahmadi e outros sete artistas a 74 chibatadas cada por transmitirem ao vivo um show no YouTube, segundo a cinegrafista Tahmineh Monzavi e veículos locais. O grupo também foi proibido de exercer atividades artísticas e de deixar o país por dois anos.
A apresentação foi realizada em dezembro de 2024 em um tradicional complexo de caravançarai, sem plateia. No palco, decorado apenas com um grande tapete persa, Ahmadi interpretou canções de tom melancólico acompanhada por um pianista, baterista, guitarrista e baixista.
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Vestida com um longo vestido de alças e usando batom vermelho, a cantora desrespeitou normas vigentes no país, onde mulheres são proibidas de cantar em público e devem usar roupas consideradas modestas, além do véu islâmico.
O show foi transmitido no canal da artista no YouTube e acumula cerca de 3 milhões de visualizações, além de milhares de reproduções em outros canais.
A cinegrafista Tahmineh Monzavi informou a sentença em uma publicação no Instagram na quinta-feira (19). Segundo ela, todos os envolvidos receberam a mesma punição: 74 chibatadas, dois anos de proibição de atividades artísticas e dois anos sem poder deixar o Irã.
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Os artistas haviam sido detidos dias após a apresentação e liberados sob fiança. Na época, o Judiciário informou que o caso foi aberto por realização de música “sem observar os padrões legais e religiosos”.
Embora os canais oficiais do governo iraniano não tenham confirmado a decisão mais recente, a plataforma local Emtedad também informou que a condenação foi determinada pelo Tribunal Criminal da Província de Qom. Segundo a publicação, a acusação foi de ofensa à moral pública por produzir e divulgar na internet conteúdo considerado vulgar e imoral.
Entre as músicas apresentadas por Ahmadi estavam versos que faziam referência a jovens iranianos presos durante protestos contra o governo. A transmissão ocorreu em meio ao aumento da contestação às restrições impostas às mulheres no país, intensificada após a morte de Mahsa Amini sob custódia, em 2022, depois de ser detida por supostamente descumprir o código de vestimenta.
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