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Casa Branca confirma ausência dos EUA na COP30

Publicado 31/10/2025 • 22:16 | Atualizado há 6 meses

KEY POINTS

  • Washington pretende priorizar acordos de energia com parceiros estratégicos, como Coreia do Sul e União Europeia, em vez de participar de tratados multilaterais climáticos. O governo também ameaçou sanções a países que apoiassem planos de taxação de carbono no transporte marítimo.
  • A administração americana argumenta que a prioridade global deve ser inovação e adaptação, não metas de temperatura.
Fachada da Casa Branca, avenida Pensilvânia 777, em Washington DC

Divulgação/Governo dos Estados Unidos

Casa Branca, sede do governo dos EUA

Os Estados Unidos não enviarão representantes para a COP30, conferência das Nações Unidas sobre o clima, marcada para novembro em Belém (PA). A decisão foi confirmada por uma autoridade da Casa Branca, que afirmou que o presidente Donald Trump já havia deixado claro o posicionamento de seu governo sobre o tema durante seu discurso na Assembleia Geral da ONU.

Na ocasião, Trump classificou a mudança climática como “o maior golpe do mundo” e criticou as políticas ambientais adotadas por outros países, que, segundo ele, “custaram fortunas a seus países”. Segundo a Reuters, o governo americano reforçou que continuará priorizando acordos bilaterais voltados à segurança energética, em vez de participar de tratados multilaterais climáticos.

Retaliações e pressões internacionais

No início de outubro, os Estados Unidos ameaçaram impor restrições de vistos e sanções contra nações que apoiassem um plano da Organização Marítima Internacional (IMO) para reduzir as emissões de gases de efeito estufa do transporte marítimo. As ameaças levaram a maioria dos membros da IMO a adiar por um ano a votação sobre a implementação de um preço global de carbono para o setor naval.

Segundo a autoridade da Casa Branca, “o presidente está se envolvendo diretamente com líderes de todo o mundo em questões energéticas, o que pode ser visto nos acordos comerciais e de paz com foco em parcerias energéticas”.

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Desde o início do mandato, o governo americano tem buscado incluir acordos bilaterais de energia em suas negociações comerciais, principalmente para ampliar as exportações de gás natural liquefeito (GNL) para países como Coreia do Sul e União Europeia.

Relações com a China e recusa em pactos ambientais

Nesta sexta-feira (31), o secretário de Energia, Chris Wright, afirmou que há “espaço para um grande comércio de energia entre a China e os Estados Unidos”, destacando a demanda chinesa por gás natural no momento em que os dois países discutem tarifas.

Trump havia anunciado ainda em seu primeiro dia de governo a saída dos EUA do Acordo de Paris, que completa dez anos em 2025. A retirada formal entrará em vigor em janeiro de 2026, o que permitiria ao país ainda participar da COP30 — decisão que o governo já descartou. O Departamento de Estado segue revisando a participação americana em outros acordos ambientais multilaterais.

No início deste ano, Washington também tentou bloquear um tratado global para reduzir a poluição de plásticos, pressionando outros países a não apoiar limites à produção de plástico.

Mudança de foco nas políticas climáticas

A autoridade da Casa Branca afirmou que “a maré está mudando” em relação à prioridade dada à agenda climática global, citando um memorando recente do empresário Bill Gates, que defendeu a necessidade de reavaliar as metas de temperatura global. No documento, Gates argumenta que a crise climática “não levará à extinção da humanidade” e que os esforços internacionais deveriam se concentrar em inovação energética e adaptação.

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