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EXCLUSIVO CNBC: Tarifas dos EUA levam DHL a ampliar investimento na China, diz CEO
Publicado 12/08/2026 • 17:16 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 12/08/2026 • 17:16 | Atualizado há 58 minutos
KEY POINTS
As tarifas dos Estados Unidos estão redesenhando os fluxos do comércio internacional e ajudaram a impulsionar a decisão da DHL Express de realizar seu maior investimento na China. Para Mike Parra, CEO da DHL Express, a mudança das rotas comerciais tem ampliado a importância das operações asiáticas da companhia.
Em entrevista à CNBC internacional, Parra afirmou que a empresa acaba de investir US$ 177 milhões (R$ 916,86 milhões) no sul da China, em Shenzhen, diante da necessidade de ampliar a capacidade para atender às novas demandas dos clientes.
“Isso demonstra nosso compromisso e a necessidade dos nossos clientes fora da China. Vimos os fluxos comerciais mudarem. Obviamente, com as tarifas dos Estados Unidos, vimos uma maior dependência da China e da Ásia-Pacífico chegando à Europa”, afirmou.
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Segundo o executivo, as transformações obrigaram a DHL a reorganizar sua capacidade aérea. A redução da disponibilidade de transporte marítimo, explicou, aumenta a procura por alternativas aéreas e rodoviárias.
Parra citou como exemplo a situação do Rio Reno, onde o baixo nível das águas afeta o transporte de cargas. Segundo ele, cerca de 60% do fluxo hidroviário da Alemanha passa pelo rio, e parte das mercadorias está sendo redirecionada para estradas ou para o transporte aéreo.
“Continuamos a ver crescimento em peso. Anunciamos que tivemos um crescimento acima de 9%, perto de 10%. E estamos vendo isso também no Oriente Médio”, disse.
A instabilidade no Oriente Médio também tem exigido adaptações da DHL. Parra afirmou que a escala da rede aérea da companhia permitiu administrar os efeitos das mudanças ocorridas no Estreito de Ormuz e buscar rotas alternativas para manter as operações.
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“O comércio global é grande demais para falhar sob essa perspectiva. Quando você olha para o Oriente Médio, temos a maior rede aérea e conseguimos continuar gerenciando a volatilidade”, afirmou.
Segundo Parra, parte dos custos adicionais provocados pelas mudanças logísticas deve permanecer, pelo menos no curto prazo. A empresa respondeu ao cenário alterando pontos de operação e recorrendo à sua estrutura terrestre na região.
“Fizemos um bom trabalho como organização em termos de excelência de custos e também no posicionamento para ter alavancagem operacional”, disse. “No Oriente Médio, nós pivotamos de Dubai para Riad e Mascate e então alavancamos nossa extensa rede rodoviária no Oriente Médio.”
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Siga o Times | CNBCParra também destacou a crescente importância da Índia na reorganização das cadeias de suprimentos. Segundo ele, empresas europeias vêm buscando alternativas à concentração da produção na China, movimento que já aparece nos dados de remessas da DHL.
“Historicamente, ouvíamos falar da estratégia China mais um. Vimos isso na Malásia, no Vietnã e na Índia. E quem sabe a Índia pode se tornar a próxima China”, afirmou.
O CEO disse ainda que a DHL vê com otimismo os acordos de livre comércio, incluindo o entendimento entre Reino Unido e Índia e negociações envolvendo a Europa, o Mercosul e outros mercados.
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“Nós adoramos acordos de livre comércio, como você pode imaginar. Eu digo que comércio significa empregos”, afirmou. Segundo ele, há oportunidades de crescimento tanto nos fluxos da Índia para o Reino Unido quanto no sentido contrário.
Questionado sobre a pressão provocada pelos custos de combustível e pelas tensões geopolíticas, Parra explicou que a DHL dispõe de um mecanismo de sobretaxa de combustível que permite repassar aos clientes as oscilações desse componente.
“Temos uma medição em que podemos repassar o custo conforme o combustível aumenta para nossos clientes através do que é chamado de mecanismo de sobretaxa de combustível”, afirmou.
Segundo ele, porém, o instrumento é utilizado exclusivamente para compensar as despesas adicionais. “Esse mecanismo é apenas destinado a literalmente cobrir nossos custos. Não é um mecanismo para ganhar dinheiro.”
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A inteligência artificial também ganhou espaço nas operações da DHL, principalmente diante das constantes alterações nas regras comerciais e tarifárias.
Parra afirmou que a companhia utiliza IA em processos alfandegários, uma área que classificou como complexa, especialmente em um período de mudanças frequentes nas tarifas. A tecnologia também é empregada na otimização de rotas de caminhões e veículos e no atendimento ao cliente.
“É um diferencial. Isso qualifica nossos funcionários e traz ganhos e eficiência”, concluiu.
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