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Novo Pixel 11 coloca Gemini no centro da disputa do Google com a Apple por celulares com IA
Publicado 12/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/08/2026 • 17:30 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A Alphabet apresentou nesta quarta-feira (12) sua nova linha de smartphones Pixel 11, colocando sua versão mais autônoma do Gemini até agora no centro dos dispositivos, poucas semanas antes da expectativa de que a Apple apresente uma Siri reformulada e alimentada pelos modelos de IA do Google.
A nova linha inclui o Pixel 11, Pixel 11 Pro, Pixel 11 Pro XL e Pixel 11 Pro Fold. Mas a aposta do Google em hardware também se apoia fortemente no Gemini Intelligence – um conjunto de recursos de inteligência artificial desenvolvido para entender o que o usuário está fazendo no celular e executar ações em diferentes aplicativos.
Por exemplo, o Gemini Intelligence pode conectar informações de mensagens, calendários, mapas e outros serviços do Google e, em seguida, sugerir ou executar os próximos passos, como verificar disponibilidade, comparar opções de viagem ou iniciar uma reserva em um restaurante. O Google também está ampliando os recursos de IA que funcionam diretamente no sistema operacional do celular, em vez de exigir que os usuários abram um chatbot separado.
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Rick Osterloh, chefe de dispositivos do Google, disse à CNBC em uma entrevista exclusiva que a empresa acredita que a IA pode mudar fundamentalmente a maneira como as pessoas interagem com os smartphones.
“Nos últimos 10 a 15 anos, não mudou muita coisa na forma como você usa laptops e celulares”, disse Osterloh. “Mas acreditamos que isso está prestes a mudar drasticamente.”
Ele descreveu o Gemini Intelligence como “uma maneira totalmente nova de interagir com um computador”, usando recursos autônomos que permitem aos usuários “não apenas encontrar informações, mas realizar tarefas”.
O lançamento também coloca o Google na posição incomum de competir diretamente com um de seus maiores clientes de IA.
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A Apple está reformulando a Siri em torno dos modelos Gemini do Google, com muitos dos mesmos objetivos gerais que o Google agora apresenta no Pixel: compreender informações pessoais, reconhecer o que está acontecendo na tela e executar ações em diferentes aplicativos.
Questionado se o Pixel oferece ao Google uma oportunidade antecipada de apresentar esse modelo antes que ele chegue aos usuários do iPhone, Osterloh rejeitou a ideia de que as duas experiências serão iguais.
“Acho que, obviamente, Pixel e iPhone estão seguindo direções muito diferentes”, disse Osterloh. “Sempre esteve na vanguarda da estratégia de produtos do Pixel liderar com novas tecnologias e, em particular, com Gemini e IA.”
Osterloh apontou recursos como detecção de golpes, a tecnologia Rambler de transcrição de voz e uma integração mais profunda do Gemini com o Android como funcionalidades que diferenciam a experiência oferecida pelo Google.
“Todas essas coisas são exclusivas do Android e do Gemini Intelligence”, afirmou. “Então, acho que são coisas que vão fazer você querer ter um Pixel ou um celular Android para experimentar.”
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Siga o Times | CNBCA questão para as duas empresas é se uma IA cada vez mais avançada será suficiente para convencer os consumidores a comprar novos celulares.
Osterloh reconheceu que a IA ainda não é o principal motivo pelo qual as pessoas trocam seus dispositivos, embora tenha afirmado que ela ganhou bastante importância entre os consumidores nos últimos anos.
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A Counterpoint Research afirmou que a IA ocupa atualmente aproximadamente a sexta ou a sétima posição entre os motivos que levam consumidores a trocar de smartphone, mas subiu uma ou duas posições em suas pesquisas mais recentes à medida que o Gemini e o Apple Intelligence se tornaram mais avançados.
Tarun Pathak, diretor de pesquisa da Counterpoint, afirmou que casos de uso atraentes e uma maior conscientização dos consumidores serão fundamentais para transformar esse interesse crescente em trocas efetivas de aparelhos. Ele espera que o Apple Intelligence seja um catalisador para a troca de iPhones, destacando que a Apple já tem mais smartphones compatíveis com IA generativa nas mãos dos consumidores do que qualquer outra marca.
O Google vê o Gemini se tornando muito mais central na maneira como as pessoas usam seus dispositivos.
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“Acreditamos que ele ganhará importância e talvez, algum dia, se torne a principal forma como as pessoas usam seus celulares, laptops e outros dispositivos”, disse Osterloh.
O Google também enfrenta outra pressão que afeta toda a indústria, à medida que a escassez de componentes de memória eleva os custos de hardware.
“Há claramente uma escassez de memória, tanto de memória RAM quanto de memória flash”, disse Osterloh à CNBC.
Ele afirmou que essa restrição está forçando as empresas de eletrônicos de consumo a aumentar os preços e indicou que o Google espera pressão adicional sobre seus próprios dispositivos.
“O que está acontecendo no curto prazo, acredito, é que todos estão precisando aumentar seus preços”, disse Osterloh. “Também discutimos que precisaremos elevar os nossos, assim como todos os outros participantes do setor.”
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A nova geração do Pixel oferece ao Google uma primeira oportunidade de testar se um assistente de IA mais autônomo pode mudar de maneira significativa a forma como as pessoas usam smartphones.
A Apple em breve fará uma aposta semelhante, mas com uma base instalada muito maior. Segundo a Counterpoint, será a maior base de smartphones compatíveis com IA generativa já nas mãos dos consumidores.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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