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Chefe da espionagem do Reino Unido diz que tempo está se esgotando para o Ocidente enfrentar ameaças da Rússia e da China
Publicado 27/05/2026 • 08:45 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 27/05/2026 • 08:45 | Atualizado há 5 meses
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Bandeira do Reino Unido
O Reino Unido e seus aliados terão uma “janela cada vez mais estreita” para se manterem à frente dos riscos à segurança representados pela China, Rússia e outros adversários, alertará nesta quarta-feira (27) a principal autoridade de inteligência britânica.
Em um raro discurso público, Anne Keast-Butler, diretora do GCHQ (agência britânica de inteligência, segurança e cibersegurança) afirmará que o Reino Unido vive um “momento decisivo”, diante de comportamentos cada vez mais agressivos de países considerados hostis.
“A China agora é uma superpotência em ciência e tecnologia, com capacidades sofisticadas em suas agências de inteligência, segurança cibernética e forças militares”, deverá afirmar Keast-Butler, segundo trechos do discurso divulgados previamente por seu gabinete.
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“O terreno sob nossos pés está mudando”, dirá ela, ao destacar o rápido avanço da inteligência artificial, acrescentando que as novas tecnologias estão criando uma “janela cada vez menor para que o Reino Unido e seus aliados se mantenham à frente”.
No início deste mês, dois homens se tornaram os primeiros da história a serem considerados culpados por espionagem contra o Reino Unido em favor da China. No mês passado, o FBI e agências de segurança cibernética de outros nove países — incluindo Reino Unido, Alemanha e Japão — alertaram conjuntamente que agentes ligados à China estariam utilizando redes clandestinas e operações com “botnets” para realizar atividades cibernéticas maliciosas.
A cibersegurança precisa agora se tornar “dez vezes mais urgente”, segundo Keast-Butler, que defenderá o fortalecimento das defesas digitais “das salas de reunião às salas de estar”.
Keast-Butler também destacará o aumento das ameaças vindas da Rússia, acusando Moscou de estar “ampliando suas atividades híbridas diárias contra o Reino Unido e a Europa”.
Segundo ela, Moscou está “atacando incessantemente infraestruturas críticas, processos democráticos, cadeias de suprimentos e a confiança pública”, além de alertar que “o risco de erros de cálculo é maior do que jamais vi”.
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“Diante dessa agressão e desse caos, o GCHQ trabalha incansavelmente com parceiros de inteligência e defesa para enfraquecer e reduzir a ameaça russa”, dirá Keast-Butler nesta quarta-feira.
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Ela acrescentará ainda: “Enquanto permanecemos firmes em nosso apoio à Ucrânia, [o presidente russo Vladimir] Putin está recuando no campo de batalha”.
Em maio do ano passado, a Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura dos Estados Unidos (CISA), em conjunto com o FBI, a Agência de Segurança Nacional (NSA) e parceiros internacionais, divulgou um alerta detalhando uma “campanha de espionagem cibernética patrocinada pelo Estado russo voltada a empresas de tecnologia e entidades de logística”.
Autoridades americanas também advertiram separadamente que “grupos hacktivistas pró-Rússia estão realizando ataques menos sofisticados e de menor impacto contra infraestruturas críticas”.
Segundo o discurso de Keast-Butler, a inteligência britânica está “interrompendo os esforços russos para contrabandear tecnologia ocidental, repelindo ataques cibernéticos e combatendo atos imprudentes de sabotagem e tentativas de assassinato”.
O discurso também marcará o 80º aniversário do acordo de inteligência UKUSA, que deu origem à aliança de segurança Five Eyes, formada por Reino Unido, Estados Unidos, Austrália, Canadá e Nova Zelândia.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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