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Chefe do banco central de Israel aposta na paz diante de possível choque econômico
Publicado 17/04/2026 • 12:11 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 17/04/2026 • 12:11 | Atualizado há 2 horas
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RONEN ZVULUN / POOL / AFP
A economia de Israel enfrenta um impacto significativo nas projeções de crescimento devido ao conflito no Oriente Médio.
A economia de Israel enfrenta um impacto significativo nas projeções de crescimento devido ao conflito no Oriente Médio. No entanto, Amir Yaron, o chefe do banco central do país mantém a esperança de que uma resolução rápida das guerras no Líbano e no Irã possa amenizar o choque.
Em entrevista à CNBC durante as reuniões de primavera do FMI e do Banco Mundial em Washington, na quinta-feira (16), Amir reconheceu que ainda há “grande incerteza” sobre a duração do conflito, apesar de sinais recentes de que uma solução pode estar próxima.
Israel e Líbano concordaram com um cessar-fogo imediato de 10 dias na quinta-feira, após negociações em Washington entre autoridades dos dois países.
Yaron — que falou pouco antes de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar a trégua temporária — acredita que o crescimento pode se recuperar para 5,5% em 2027, caso os conflitos sejam resolvidos.
“É uma hipótese de trabalho”, afirmou Yaron.
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Uma redução das hostilidades diminuiria o risco geopolítico em Israel e também nos países do Golfo, ajudando a impulsionar o crescimento. No entanto, Yaron também reconheceu a possibilidade de um conflito muito mais prolongado, que poderia pressionar o crescimento e as expectativas de inflação.
“Os mercados, tanto no exterior quanto especialmente em Israel, já consideram que a situação geopolítica melhorou bastante”, explicou, citando a valorização do mercado acionário israelense, a alta do shekel e o retorno dos swaps de crédito de cinco anos aos níveis anteriores ao conflito.
Por outro lado, qualquer escalada da guerra “obviamente reduziria ainda mais o crescimento em relação às projeções atuais”, acrescentou.
Os preços do petróleo caíram na manhã de sexta-feira após o acordo de cessar-fogo entre Israel e Líbano, enquanto Trump reiterou sua avaliação de que o fim da guerra com o Irã pode estar próximo.
A inflação deve ficar em torno de pouco mais de 2% em 2026 e 2027, mas Yaron destacou que as previsões do banco central seguem desafiadoras diante da incerteza.
Leia também: Em Israel, 80% da população segue apoiando guerra, mostra pesquisa
Ainda assim, ele afirmou que a economia israelense — que opera praticamente em estado de guerra desde os ataques de 7 de outubro de 2023 — tem demonstrado “resiliência”, “dinamismo” e “agilidade”, ao “normalizar o que seria uma situação anormal”.
Ele destacou os setores de defesa e tecnologia do país, onde as principais empresas já apresentam uma forte carteira de pedidos, citando o sistema Iron Dome e outros produtos de alta tecnologia.
“Está bastante claro que os gastos com defesa ao redor do mundo devem aumentar ao longo do tempo”, disse. “Esse setor, se algo, está indo muito bem em Israel neste momento.”
O banco central de Israel manteve as taxas de juros inalteradas em sua última reunião. Segundo Yaron, há sinalização para um ou dois cortes até o primeiro trimestre do próximo ano, sob a hipótese de que a guerra termine, os preços do petróleo recuem e reservistas retornem à economia, ajudando a aliviar a oferta de trabalho.
“Isso seria suficiente para manter a inflação na faixa de pouco mais de 2% até o fim de 2026 e em 2027, o que nos permitiria realizar esses cortes”, afirmou. “Claro, há muita incerteza. Isso não é uma promessa.”
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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