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China desafia os EUA na corrida espacial: quais os planos do país?
Publicado 26/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 26/03/2026 • 16:00 | Atualizado há 2 horas
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China desafia a supremacia dos EUA no espaço e aspira a caminhar na Lua até 2030, construir uma base e, mais tarde, talvez chegar a Marte.
Após 30 anos de avanços, a China desafia a supremacia dos Estados Unidos na exploração espacial e aspira a caminhar na superfície lunar até 2030, construir uma base no local e, mais tarde, talvez chegar a Marte.
O programa espacial tripulado da China, conhecido como Projeto 921, foi lançado em 21 de setembro de 1992, com o objetivo de desenvolver sua própria estação espacial.
O programa realizou quase 15 missões tripuladas desde o primeiro voo de um astronauta chinês, Yang Liwei, em 2003. Como os Estados Unidos não concederam à China acesso à Estação Espacial Internacional (ISS), o país construiu sua própria base orbital.
A estação, chamada Tiangong, ou “Palácio Celestial”, recebeu seus primeiros ocupantes em 2021 e mantém uma tripulação de três astronautas chineses, conhecidos como “taikonautas”. O programa permite que a China adquira experiência em caminhadas espaciais, manutenção e nos efeitos do espaço sobre o corpo.
“Essa eficácia se deve a uma forte vontade política dos mais altos escalões do governo, a um financiamento estável e engenheiros espaciais de classe mundial”, enfatizou Richard de Grijs, professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália.
“Comparado à abordagem ocidental, e particularmente à americana, onde o rumo pode mudar de acordo com os caprichos políticos, este modelo apresenta vantagens claras em termos de previsibilidade e gestão de riscos”, disse ele à AFP.
Leia também: O que foi o programa Apollo da NASA? Entenda a missão que marcou a corrida espacial
A agência espacial chinesa (CNSA) espera colocar astronautas na Lua até 2030. A China já enviou diversos robôs à Lua para coletar amostras lunares, mas uma missão tripulada requer equipamentos diferentes e está atualmente em fase de testes.
O país fará um voo de teste de sua nova espaçonave Mengzhou (“Nave dos Sonhos”) em 2026 para levar astronautas à órbita lunar.
Engenheiros chineses também desenvolvem um novo foguete ultra potente de 90 metros de comprimento, o Longa Marcha 10, essencial para impulsionar a espaçonave até a Lua. Ele realizou seu primeiro voo em baixa altitude em 11 de fevereiro.
O módulo de pouso Lanyue (“Abraçar a Lua”), que levará os astronautas da órbita até a superfície lunar, poderá realizar seu primeiro voo entre 2028 e 2029.
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A China espera construir a versão básica de uma base científica tripulada, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar, até 2035. A base será construída perto do polo sul da Lua, onde se acredita existir água em forma de gelo. O país colabora com a Rússia neste projeto.
Espera-se que a base seja construída com tijolos fabricados no local a partir de solo lunar, utilizando impressoras 3D. A técnica já foi testada na Terra e na estação Tiangong, e será testada na Lua durante a missão não tripulada Chang’e-8, prevista para 2028.
A CNSA pretende realizar pesquisas arqueológicas sobre as origens da Lua, desenvolver tecnologias estratégicas e explorar recursos lunares. Além disso, a China também desenvolve uma constelação de satélites ao redor da Lua para se comunicar seu lado oculto com a Terra.
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A China nunca fala em uma “corrida lunar” ou de uma competição com os Estados Unidos. “Eles são ambiciosos com o futuro de seus programas e veem a Lua como o passo mais lógico para seu próprio interesse, não por rivalidade“, comentou o astrofísico e analista espacial Jonathan McDowell.
No entanto, “o estabelecimento de uma base lunar chinesa representaria um desafio real à capacidade americana de construir uma base semelhante. Há um número reduzido de locais adequados perto do polo sul lunar”.
Segundo Chen Lan, especialista em programas espaciais chineses, a China está atualmente atrás dos Estados Unidos em voos espaciais tripulados. As espaçonaves Dragon e Orion da Nasa são superiores à Shenzhou chinesa, observou McDowell.
Após 2040, a base lunar chinesa será usada para “validar tecnologias e capacidades para uma missão tripulada a Marte“, segundo a CNSA.
Cientistas e empresas chinesas de fabricação espacial identificaram o planeta vermelho como um provável destino para astronautas.
“Mas não acredito que existam planos concretos para ir a Marte antes que o pouso na Lua seja concluído e a base lunar inicial esteja construída”, disse Chen.
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