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Colômbia e Equador abrem negociações para reduzir guerra tarifária
Publicado 06/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/02/2026 • 08:21 | Atualizado há 2 meses
Depositphotos
A ministra das Relações Exteriores da Colômbia afirmou que o país iniciou negociações com o Equador para tentar reduzir a escalada da guerra comercial entre as duas nações, deflagrada por divergências sobre o combate ao narcotráfico na fronteira comum.
Desde domingo, os dois países impuseram tarifas recíprocas de 30% sobre dezenas de produtos, após o presidente equatoriano Daniel Noboa acusar Bogotá de não agir de forma suficiente contra o crime organizado na região fronteiriça.
Em entrevista a uma rádio local, a chanceler colombiana Rosa Villavicencio afirmou que as conversas já estão em andamento.
“Estamos em um processo de negociação com o Equador. Fizemos uma proposta e eles nos apresentaram uma contraproposta”, disse.
A ministra acompanha o presidente Gustavo Petro em visita oficial aos Estados Unidos, onde ele se reuniu nesta semana com o presidente Donald Trump, que se ofereceu para atuar como mediador no impasse comercial.
Os chanceleres dos dois países já haviam realizado um primeiro encontro no Panamá na semana passada, mas sem divulgação de detalhes sobre o conteúdo das conversas.
As tratativas ocorrem em meio à intensificação do conflito. A Colômbia suspendeu vendas de energia ao Equador após o anúncio inicial das tarifas, enquanto Quito elevou em 900% a tarifa para o transporte de petróleo colombiano por seu oleoduto.
Villavicencio defendeu a realização de uma nova reunião entre diplomatas dos dois países dentro de uma semana, na tentativa de construir um canal formal para reduzir as tensões.
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Colômbia e Equador compartilham cerca de 600 quilômetros de fronteira, área marcada pela atuação de grupos guerrilheiros e organizações ligadas ao tráfico de drogas.
O Equador registra hoje a maior taxa de homicídios da América Latina, com 52 assassinatos por 100 mil habitantes. Já a Colômbia é o maior produtor mundial de cocaína, grande parte da qual atravessa território equatoriano antes de seguir por via marítima, principalmente para os Estados Unidos e a Europa.
Daniel Noboa tem defendido as tarifas como uma forma de compensar os recursos destinados ao reforço da segurança na fronteira, argumento que segue no centro das discussões diplomáticas.
Com impactos diretos sobre comércio, energia e logística regional, a disputa virou um novo teste para a relação entre dois parceiros estratégicos na América do Sul e está agora sob observação de Washington e de investidores atentos aos desdobramentos políticos e econômicos.
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