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Serviço Geológico dos Estados Unidos corrige informação e diz que causa de tragédia no Nepal não foi terremoto

Publicado 26/08/2026 • 21:50 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • Estados Unidos enviará assessor especializado e destinará recursos para abrigos e assistência emergencial.
  • Itamaraty informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas até o momento.
  • Centenas de pessoas seguem desaparecidas, incluindo moradores, turistas e agentes de segurança.

Reprodução redes sociais

O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) corrigiu a informação inicial sobre a tragédia que atingiu a região da fronteira entre o Nepal e a China e determinou que não houve terremoto.

Segundo a agência, o evento sísmico de magnitude 5,2 registrado nesta terça-feira (26) foi provocado por um colapso glacial seguido por um fluxo de detritos, que desencadeou impactos catastróficos rio abaixo e deixou pelo menos 160 mortos.

O episódio havia sido inicialmente classificado como um terremoto de magnitude 4,4. Após novas análises de estações sísmicas próximas, ondas sísmicas de longo período e imagens de satélite, a USGS concluiu que o evento foi causado pelo colapso de uma geleira e pelo deslocamento de detritos, descartando a ocorrência de um terremoto.

O colapso ocorreu por volta das 8h37 no horário local do Nepal. Pelo menos 157 corpos foram recuperados pelas autoridades nepalesas, enquanto outras três mortes foram registradas no lado tibetano da fronteira.

Centenas de pessoas continuam desaparecidas, entre moradores, turistas e agentes das forças de segurança.


Após a tragédia, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou uma ajuda inicial de US$ 500 mil para as comunidades atingidas pelas enchentes no distrito de Rasuwa, no Nepal. O governo americano também informou que enviará um assessor especializado em resposta a desastres para apoiar as operações na região.

Os recursos serão destinados a ações emergenciais por meio da Catholic Relief Services, incluindo a distribuição de itens de assistência, abrigos e serviços de água, saneamento e higiene. Em nota, o Departamento de Estado manifestou “profundas condolências” às famílias das vítimas.

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A tragédia também provocou manifestações do governo brasileiro. O Itamaraty afirmou ter tomado conhecimento “com consternação” dos deslizamentos de terra e inundações no Nepal e na Região Administrativa Autônoma do Tibete, na China. A nota inicial, porém, associava os desastres a um terremoto, versão posteriormente corrigida pela USGS.

Leia também: Avalanche de lama no Tibete e no Nepal deixa centenas de mortos e turistas desaparecidos; veja vídeo

“O governo brasileiro expressa profundo pesar e solidariedade às famílias das vítimas, ao povo e ao governo do Nepal e da China”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

Segundo o Itamaraty, as embaixadas brasileiras em Katmandu e Pequim acompanham a situação e, até o momento, não há registro de brasileiros entre as vítimas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se pronunciou sobre o desastre. Em publicação no X, afirmou ter recebido “com muita tristeza” as notícias sobre as enchentes.

“Em nome dos brasileiros, expresso minha solidariedade aos governos dos dois países e a todos os afetados por esse desastre, especialmente às famílias das vítimas”, declarou.

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