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Com sobretaxa de 50%, exportar para os EUA fica inviável, diz diretor da Abit
Publicado 14/07/2025 • 09:37 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 14/07/2025 • 09:37 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O anúncio da sobretaxa de 50% sobre produtos brasileiros, feito pelo governo dos Estados Unidos, preocupa a indústria têxtil nacional. Segundo a Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), o impacto imediato recairá sobre as exportações de moda praia e moda íntima, segmentos responsáveis pela maior parte das vendas do setor para o mercado americano.
“O 50% adicional soa mais como uma sanção do que como uma tarifa. Vai ser impossível manter o ritmo dos negócios”, afirmou Fernando Valente Pimentel, diretor-superintendente da Abit, em entrevista ao Agora, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele ressaltou que a indústria vinha crescendo nas exportações para os Estados Unidos, impulsionada pelas restrições comerciais aplicadas pelos americanos a países asiáticos, como a China.
Pimentel explicou que a América do Sul permanece como o principal destino dos produtos têxteis brasileiros, beneficiada por acordos comerciais que garantem condições de competitividade. O México também recebe parte da produção.
Em relação a novos mercados, ele destacou a possibilidade de avanços com o acordo Mercosul-União Europeia, previsto para começar a operar a partir de 2026, mas ponderou que essa transição exigirá tempo. “Não se constrói de um dia para o outro novos canais de venda e de distribuição”, comentou.
Sobre a absorção dessa produção pelo mercado interno, Pimentel considera o cenário desfavorável. O setor enfrenta forte concorrência das importações asiáticas, tanto por meio de grandes carregamentos quanto de pequenas encomendas feitas por plataformas digitais. Além disso, a economia brasileira, mesmo em crescimento, não tem sido capaz de absorver o volume de mercadorias que pode deixar de ser exportado.
Segundo dados da Abit, enquanto o mercado doméstico cresceu 4% nos últimos 12 meses, as importações avançaram 20% no mesmo período. Pimentel avaliou que, diante dessa assimetria, não há como compensar as perdas externas internamente.
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Questionado sobre a competitividade brasileira, o diretor da Abit lembrou que mesmo com uma eventual redução da tarifa americana para 25% ou 30%, os produtos asiáticos seguiriam mais competitivos. Os Estados Unidos importaram mais de US$ 100 bilhões em têxteis e confeccionados no último ano, sendo que a China respondeu por cerca de 23% desse total.
“Há uma sobreprodução asiática e, dependendo das decisões dos Estados Unidos, a Ásia poderá continuar mais competitiva”, observou. Pimentel alertou ainda que esse excesso de produção pode afetar o mercado brasileiro, caso as exportações para os Estados Unidos sejam redirecionadas para o país.
Para enfrentar o cenário, Pimentel defendeu a mobilização diplomática e a atuação conjunta entre governo e setor privado. Ele mencionou a existência de fóruns bilaterais, como a Comissão Empresarial Brasil-Estados Unidos, e a possibilidade de criação de um grupo empresarial para assessorar as negociações.
Além das questões externas, o dirigente ressaltou a necessidade de combater o chamado Custo Brasil, estimado em cerca de 17% do PIB, e de avançar em temas como juros, infraestrutura e tributação.
“Se não tivermos uma indústria forte, inovadora e tecnologicamente avançada, o Brasil não atingirá os níveis de crescimento que precisa”, concluiu.
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