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Trump diz não estar satisfeito com proposta do Irã e mantém ameaça de retomar guerra
Publicado 01/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 01/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 6 meses
KEY POINTS
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (1) que não está satisfeito com a nova proposta apresentada pelo Irã para retomar as negociações de paz, reforçando o clima de incerteza no cenário internacional.
“Neste momento, não estou satisfeito com o que eles estão oferecendo”, disse Trump, ao comentar a iniciativa iraniana. Ele também voltou a criticar a liderança de Teerã, afirmando que os dirigentes estão “divididos” e sem estratégia clara para encerrar o conflito.
Trump declarou, durante evento na Flórida nesta sexta-feira, que não pretende encerrar o conflito com o Irã de forma antecipada sem que os Estados Unidos alcancem seus objetivos. “Não vamos sair mais cedo e deixar que esse tipo de problema surja daqui a três anos.”
Segundo a agência estatal iraniana Irna, o país enviou na quinta-feira à noite o texto de sua mais recente proposta ao Paquistão, que atua como mediador nas negociações com os Estados Unidos, sem detalhar o conteúdo.
Apesar do gesto, o avanço diplomático segue incerto. De acordo com uma fonte citada pelo site Axios, a Casa Branca exige que o Irã se comprometa a não transferir urânio enriquecido nem retomar atividades nucleares durante as negociações.
Trump voltou a endurecer o discurso ao afirmar que prefere evitar uma escalada, mas não descarta o uso da força. “Prefiro não ter que pulverizar o Irã de uma vez por todas, mas isso continua sendo uma opção”, declarou.
O cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, após quase 40 dias de ataques entre forças israelenses, americanas e iranianas, não foi suficiente para encerrar as tensões, que continuam a afetar a estabilidade global.
Sanções e bloqueio ampliam pressão
O conflito segue ativo em outras frentes. Os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos, em resposta ao fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã, rota por onde transitava cerca de um quinto do petróleo mundial.
O governo americano também anunciou novas sanções contra interesses iranianos e alertou que empresas ou indivíduos que pagarem taxas ao Irã para atravessar o estreito podem sofrer punições.
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Siga o Times | CNBCApesar do prazo para solicitar autorização do Congresso para continuar a guerra, o governo de Trump indicou que pode ignorar essa exigência, enquanto a oposição democrata enfrenta dificuldades para reagir.
No campo militar, o porta-aviões USS Gerald Ford deixou o Oriente Médio, mas os Estados Unidos ainda mantêm cerca de 20 embarcações na região, incluindo outros dois porta-aviões, evidenciando a permanência da tensão.
Do lado iraniano, a resposta segue inflexível. O chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni Ejeï, afirmou que o país não se recusa ao diálogo, mas rejeita imposições externas.
“A República Islâmica nunca evitou negociações, mas certamente não aceitará que nos imponham uma política”, disse.
Ele também afirmou que os Estados Unidos não obtiveram ganhos concretos com a guerra, reforçando a narrativa interna de resistência.
Mesmo com a trégua, os efeitos econômicos continuam pesando sobre a população iraniana, com inflação elevada e aumento do desemprego em um país já fragilizado por anos de sanções.
Moradores relatam dificuldades crescentes. “Pagar o aluguel e até comprar comida se tornou difícil”, disse Mahyar, de 28 anos.
Outro entrevistado, Amir, de 40 anos, afirmou viver sob constante apreensão. “Tenho a sensação de estar preso no purgatório”, declarou, ao criticar a nova proposta de negociação como perda de tempo.
A instabilidade também se estende a outros países. No Líbano, novos ataques no sul do país deixaram seis mortos, mesmo com o cessar-fogo, evidenciando que o conflito segue ativo em múltiplas frentes.
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