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Confiança do consumidor nos EUA cai ao menor nível desde 2014

Publicado 30/09/2026 • 06:30 | Atualizado há 48 minutos

KEY POINTS

  • Confiança do consumidor nos EUA recua para 81,9 pontos em setembro, atingindo o menor nível registrado desde 2014.
  • Inflação, preços do petróleo e do gás e perspectivas para o mercado de trabalho aumentam a preocupação dos consumidores.
  • Número de vagas abertas nos EUA cai para 7,08 milhões em agosto, abaixo da previsão de 7,2 milhões de Wall Street.
Confiança do consumidor nos EUA cai ao menor nível desde 2014

Foto: pexels

Confiança do consumidor nos EUA cai ao menor nível desde 2014

A confiança do consumidor nos EUA caiu para o menor nível desde 2014 em setembro. O Índice de Confiança do Consumidor do Conference Board recuou 6,7 pontos, para 81,9, diante do aumento das preocupações com a inflação, os preços de combustíveis e as condições do mercado de trabalho.

O resultado ficou abaixo da expectativa de 89 pontos, segundo a previsão acompanhada pela Dow Jones. Em agosto, o indicador havia registrado 88,6 pontos.

Leia também: Medo de juros e desemprego derruba confiança do consumidor no Reino Unido

Além disso, a pesquisa também mostrou uma mudança na percepção dos americanos sobre as próprias finanças. Pela primeira vez nos quatro anos em que a pergunta aparece no levantamento, mais consumidores disseram considerar sua situação financeira ruim do que boa.

Inflação pesa sobre confiança nos EUA

Os preços aparecem entre as principais preocupações dos entrevistados. As menções à inflação, ao custo de bens e serviços e, especialmente, aos preços do petróleo e do gás atingiram níveis recordes na pesquisa de setembro.

Segundo Dana Peterson, economista-chefe do Conference Board, as avaliações dos consumidores sobre as condições atuais dos negócios ficaram negativas pela primeira vez desde setembro de 2024. A expectativa de inflação também aumentou. Além disso, a média projetada pelos consumidores para os próximos 12 meses subiu 0,3 ponto percentual, para 6,1%. A mediana avançou na mesma proporção, para 5,1%.

O movimento ocorre em um período de maior pressão sobre os preços dos combustíveis e de incerteza relacionada ao conflito com o Irã. Dessa forma, o cenário também afetou os mercados financeiros, com aumento dos rendimentos dos títulos do Tesouro e das taxas de hipoteca.

Mercado de trabalho também preocupa

A percepção sobre o mercado de trabalho apresentou piora em setembro. Além disso, a diferença entre os consumidores que consideram os empregos “abundantes” e aqueles que dizem que as vagas estão “difíceis de encontrar” caiu 2,5 pontos percentuais, para 1,7%.

O indicador é acompanhado pelo mercado como uma medida da percepção dos consumidores sobre as condições de emprego. Além disso, o Índice de Situação Atual, que reúne avaliações sobre as condições atuais de negócios e do mercado de trabalho, caiu 7,9 pontos, para 109,3.

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Já o Índice de Expectativas, que mede a percepção para os seis meses seguintes, recuou 5,9 pontos, para 63,6. O resultado indica uma piora tanto na avaliação do momento atual quanto nas perspectivas de curto prazo.

Vagas de emprego caem em agosto

Os dados sobre o mercado de trabalho divulgados nesta terça-feira também mostraram uma redução no número de vagas disponíveis nos Estados Unidos.

Em agosto, o país tinha 7,08 milhões de vagas abertas, 256 mil a menos do que no mês anterior. A queda ocorreu principalmente nos setores de serviços profissionais e empresariais e nas atividades relacionadas à saúde. O resultado também ficou abaixo da expectativa de Wall Street, que previa 7,2 milhões de vagas.

Leia também: Ouro fecha em alta com dados de inflação ao consumidor e expectativa de corte de juros nos EUA

Apesar da redução das oportunidades disponíveis, as contratações aumentaram ligeiramente em agosto. Os pedidos de demissão permaneceram praticamente estáveis, enquanto as demissões recuaram um pouco.

A piora na confiança do consumidor também aparece em outro levantamento. A pesquisa de opinião da Universidade de Michigan registrou queda de 7% no sentimento do consumidor em setembro, atingindo o segundo menor nível da série histórica.

Com isso, os dados de setembro mostram uma deterioração da percepção dos consumidores dos EUA sobre a economia, especialmente em relação aos preços, às finanças pessoais e ao mercado de trabalho.

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