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AIEA está pronta para ajudar a definir “medidas concretas” para implementar acordo entre EUA e Irã
Publicado 18/06/2026 • 12:44 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 12:44 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
Bandeira da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
Divulgação AIEA.
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirmou nesta quinta-feira (18) que está pronta para começar a definir as “medidas concretas” necessárias para implementar um acordo entre Estados Unidos e Irã destinado a encerrar a guerra no Oriente Médio.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, assinaram na quarta-feira um acordo com o objetivo de pôr fim ao conflito no Oriente Médio. Pelo acordo, Teerã concordou em diluir seu urânio enriquecido em troca de um amplo alívio econômico.
“Agora cabe a nós sentarmos com nossos colegas americanos e iranianos e começarmos a formular as medidas concretas que precisarão ser tomadas”, disse o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, a jornalistas em Genebra.
Leia também: Irã poderia voltar a enriquecer urânio ’em questão de meses’, diz AIEA
O acordo pretende encerrar a guerra iniciada pelos Estados Unidos e por Israel em 28 de fevereiro, que levou o Irã a responder com ataques de mísseis e drones por toda a região — e acabou provocando o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial para a economia mundial.
Washington respondeu bloqueando o transporte marítimo de entrada e saída dos portos iranianos.
Nos termos do acordo divulgados por autoridades americanas, o Irã deverá diluir seus estoques de urânio enriquecido, possivelmente por meio da “redução da concentração no próprio local, sob supervisão da AIEA”, o órgão de vigilância nuclear da ONU.
“Essa é uma operação muito complexa e não é segredo, então teremos que ser muito, muito detalhistas”, afirmou Grossi, acrescentando que o resultado dependerá “da vontade política dos dois lados”.
“Tudo pode funcionar quando dois lados decidem que querem que algo seja feito”, disse ele, acrescentando que os países esperam que a organização informe “o que é necessário”.
A AIEA estima que o Irã tinha 440 quilos de urânio enriquecido a 60%, próximo do nível necessário para uma bomba, quando Israel e os Estados Unidos lançaram seus primeiros ataques em junho do ano passado.
O Irã suspendeu a cooperação com a AIEA naquele momento, e os inspetores não tiveram mais acesso ao material desde então.
O conselho de governadores da agência nuclear da ONU aprovou na semana passada uma resolução ocidental exigindo que o Irã forneça imediatamente informações e acesso aos seus estoques de urânio e instalações de produção.
Teerã criticou a resolução, classificando-a como “contraproducente” em um momento em que as negociações estavam em andamento, e afirmou que ela era “politicamente motivada”, algo que Grossi negou de forma contundente.
“O trabalho da AIEA é um trabalho técnico e imparcial”, disse ele.
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Seguir no Google“O fato de que, neste memorando de entendimento assinado, o papel indispensável da AIEA seja reconhecido… já diz tudo sobre nossa credibilidade e sobre o papel essencial que temos que desempenhar.”
O acordo é apenas um arranjo temporário, criado para dar tempo ao início de negociações mais detalhadas sobre a questão muito mais complexa do controle de longo prazo sobre o programa nuclear iraniano, que Washington há muito tempo suspeita estar ligado a um programa secreto de desenvolvimento de armas nucleares.
“Acho positivo que o memorando esteja em vigor”, afirmou Grossi.
“Agora começa o trabalho técnico.”
Leia mais: AIEA pede ‘moderação’ no Oriente Médio após ataques de EUA e Israel contra Irã
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