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Khamenei nomeia novo chefe do Conselho de Segurança do Irã durante conflito
Publicado 09/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 09/08/2026 • 19:00 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei
O Irã promoveu neste domingo (9) uma mudança na cúpula responsável pela segurança nacional do país, em meio à guerra contra Estados Unidos e Israel. O aiatolá Mojtaba Khamenei nomeou Mohammad Bagher Zolghadr para o cargo de conselheiro político e escolheu o major-general Mohsen Rezaei como seu representante no Conselho Supremo de Segurança Nacional. As indicações foram anunciadas pelo próprio líder supremo iraniano na rede X.
Conforme apurou a rede Al Jazeera, a nomeação coloca Rezaei no principal posto de segurança do Irã, ocupado anteriormente por Ali Larijani, morto em ataque dos Estados Unidos e de Israel em março, e depois assumido por Zolghadr, que agora passa a assessorar Khamenei diretamente. Ao anunciar as mudanças, o líder supremo desejou sucesso aos dois indicados para avançar nos ideais da Revolução Islâmica.
Leia também: Irã diz que manterá Ormuz fechado até EUA cederem às exigências
Ainda neste domingo, Khamenei informou ter se reunido com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian para tratar de assuntos econômicos e militares. Segundo nota divulgada pelo próprio aiatolá, os dois discutiram o andamento da guerra contra Estados Unidos e Israel, desdobramentos militares e medidas de segurança.
Além disso, o encontro tratou do gerenciamento de gastos em moeda doméstica, estrangeira e energia, e das relações econômicas do Irã com países parceiros.
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Siga o Times | CNBCDe acordo com autoridades americanas ouvidas pela Axios, existe uma divisão dentro do governo de Teerã sobre como conduzir as negociações com Washington. O grupo liderado por Pezeshkian estaria preocupado com um colapso econômico e defenderia um acordo com os Estados Unidos.
Outro grupo, comandado pelo comandante do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, Ahmad Vahidi, rejeita qualquer concessão nas negociações. As fontes afirmam ainda que o presidente americano Donald Trump chegou a considerar retomar os combates em força total, mas optou por manter pressão econômica contra o regime enquanto seguem as chamadas semi-negociações.
No sábado (8), Zolghadr anunciou os termos apresentados pelo Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, já dentro do escopo de um acordo de gerenciamento com Omã.
Segundo ele, os Estados Unidos precisariam encerrar de forma permanente a guerra contra Teerã e seus aliados no Líbano, em Gaza, no Iêmen e no Iraque. Entre as condições estão também a retirada de forças militares das proximidades do Irã e o fim do bloqueio naval na região.
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