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Irã propõe reabrir Estreito de Ormuz em dois dias se EUA aceitarem condições

Publicado 02/11/2026 • 09:05 | Atualizado há 35 minutos

KEY POINTS

  • O Irã afirma que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias caso os Estados Unidos aceitem suas condições.
  • Teerã exige cessar-fogo regional, liberação de ativos, fim das sanções ao petróleo e redução da presença militar americana.
  • Ormuz é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás, com impacto sobre preços de energia, fretes e inflação.
Embarcações militares dos Estados Unidos atravessam o Estreito de Ormuz

U.S. Navy / Wikimedia Commons (domínio público)

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas mundiais para o transporte de petróleo e gás.

O Irã afirmou nesta segunda-feira (2) que pode reabrir o Estreito de Ormuz em dois dias caso os Estados Unidos aceitem suas condições. A passagem marítima, essencial para o transporte mundial de petróleo e gás, permanece bloqueada por Teerã desde o início da guerra.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmaeil Baqaei, a redução do prazo demonstra a “boa-fé” do país. Uma proposta anterior previa a reabertura seis dias depois de uma resposta americana.

Leia também: Petróleo Brent recua 4% com avanço na diplomacia entre EUA e Irã; WTI passa a ser negociado abaixo de US$ 100 por barril

Entre as exigências iranianas estão um cessar-fogo regional, a liberação de ativos bloqueados no exterior, o fim das sanções ao setor petrolífero e a suspensão do bloqueio americano aos portos do país. Teerã também pede a redução da presença militar dos Estados Unidos no Oriente Médio e uma nova rota para a passagem de navios por Ormuz.

Baqaei disse que as mensagens entre os dois países continuam sendo trocadas por meio de mediadores, mas ressaltou que os próximos passos dependem da resposta de Washington.

Leia também: Irã mantém possibilidade de diálogo com os EUA e condiciona reabertura de Ormuz ao fim de bloqueio naval

Por que Ormuz é importante

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O Estreito de Ormuz liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e funciona como uma das principais rotas do comércio mundial de energia. Antes da guerra, passavam pela região cerca de 20% do petróleo e aproximadamente 25% do gás natural liquefeito (GNL) comercializados no mundo, segundo Artur Horta, head de operações e análise da The Link Investimentos.

A interrupção do tráfego reduz a oferta disponível, encarece fretes e seguros marítimos e pressiona os preços internacionais do petróleo. O efeito pode chegar à inflação de diferentes países por meio dos combustíveis, dos transportes e dos custos de produção.

Uma reabertura efetiva, portanto, poderia diminuir parte do prêmio de risco incorporado ao petróleo. O impacto dependeria, porém, das condições de navegação e da velocidade de normalização do fluxo de navios.

Trump volta a ameaçar ataques

A proposta ocorre em meio a novas ameaças americanas. No domingo (1º), o presidente Donald Trump voltou a admitir a possibilidade de retomar os ataques contra o Irã.

Teerã afirmou que qualquer nova ofensiva receberá uma resposta “contundente, imediata e global”. Estados Unidos e Israel têm ameaçado retomar as operações militares, apesar da redução dos confrontos desde setembro.

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