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Conflito no Oriente Médio

EUA x Irã: saiba tudo o que já aconteceu nos primeiros dez dias de guerra

Publicado 09/03/2026 • 12:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O conflito começou no último fim de semana após a ofensiva conjunta de Washington contra estruturas estratégicas do Irã.
  • O Pentágono também confirmou a morte de seis militares americanos após um ataque com drone contra uma instalação militar no Kuwait.
  • O Departamento de Estado informou que cerca de 9.000 americanos já conseguiram deixar o Oriente Médio.

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Bandeira do Irã

A guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã entrou no 10° dia nesta sexta-feira (6), com uma escalada militar que já atinge vários pontos do Oriente Médio e gera tensões diplomáticas em diferentes países.

As forças americanas anunciaram novos ataques contra alvos iranianos, enquanto Teerã respondeu com lançamentos de mísseis e drones contra instalações militares e diplomáticas ligadas aos Estados Unidos na região.

O conflito começou no último fim de semana após a ofensiva conjunta de Washington contra estruturas estratégicas do Irã, sob a justificativa de neutralizar capacidades militares e impedir avanços em armamentos.

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A intensificação dos bombardeios ocorre em meio a temores de ampliação da guerra para outros territórios e à pressão política dentro e fora dos EUA.

Intervenção militar dos EUA e ataques navais

O Pentágono informou que um submarino americano afundou um navio de guerra iraniano no Oceano Índico, próximo à costa do Sri Lanka.

Segundo autoridades americanas, trata-se do primeiro navio destruído por torpedo desde a Segunda Guerra Mundial. Equipes de resgate recuperaram dezenas de corpos no local do naufrágio, segundo o artigo publicado pelo OPB.

A ofensiva naval faz parte de uma operação militar mais ampla conduzida pelos Estados Unidos e por Israel. De acordo com o Comando Central americano, pelo menos 17 embarcações iranianas foram destruídas desde o início da campanha.

Entre elas estaria um dos submarinos considerados mais operacionais da marinha do Irã.

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Autoridades militares afirmam que os ataques também atingiram sistemas de defesa aérea, bases militares e centenas de lançadores de mísseis balísticos e drones.

Retaliação iraniana amplia tensão regional

Em resposta aos bombardeios, o Irã lançou mais de 500 mísseis balísticos e cerca de 2.000 drones contra alvos ligados aos Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio. Parte dessas ações atingiu áreas próximas a representações diplomáticas americanas, segundo Aljazeera.

Drones foram registrados nas proximidades da embaixada dos EUA em Riade, na Arábia Saudita, e perto do consulado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Um incêndio foi relatado após um desses ataques, mas não houve confirmação de vítimas.

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Autoridades americanas também fecharam temporariamente a embaixada no Kuwait e reduziram o número de funcionários em outras representações diplomáticas da região.

Combates atingem Irã, Israel e Líbano

No território iraniano, os bombardeios se concentraram em instalações militares e governamentais, além de estruturas relacionadas ao programa nuclear do país.

Entre os locais atingidos está a instalação nuclear de Natanz. Segundo a imprensa iraniana, não houve registro de vazamento radioativo.

Em Teerã, moradores relatam destruição em prédios ligados ao governo e à Guarda Revolucionária. Hospitais operam sob pressão e serviços básicos apresentam dificuldades de funcionamento, com filas para alimentos e combustível.

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O conflito também se estendeu ao Líbano após ataques do Hezbollah contra Israel. Em resposta, forças israelenses bombardearam posições do grupo armado no sul do país, atingindo depósitos de armas e centros de comando.

Autoridades de saúde libanesas afirmam que dezenas de pessoas morreram e milhares ficaram desalojadas.

Líder do Hamas morto

Um ataque israelense a um campo de refugiados palestinos no norte do Líbano matou um dos líderes do Hamas, na manhã da última quinta-feira (5).

Esse é o primeiro “alto funcionário” do grupo islâmico palestino morto em um ataque direcionado desde o início da guerra no Oriente Médio, segundo o Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.

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Localizado a cerca de 85 km ao norte de Beirute e a mais de 180 km da fronteira entre o Líbano e Israel, Beddawi foi alvo de ataques durante a guerra de 2024 entre Israel e o Hezbollah.

Apesar do cessar-fogo acordado em novembro de 2024, o exército israelense afirmou em julho ter atacado uma figura do Hamas no campo.

Número de vítimas cresce nos dois lados

Os combates já provocaram centenas de mortes desde o início da guerra. Autoridades iranianas estimam que mais de mil pessoas morreram em ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel.

Em Israel, ataques iranianos deixaram ao menos 11 mortos. O Pentágono também confirmou a morte de seis militares americanos após um ataque com drone contra uma instalação militar no Kuwait.

Os Estados Unidos divulgaram a identidade de quatro dos soldados mortos, todos integrantes da reserva do Exército.

Debate político cresce em Washington

A escalada militar tem provocado questionamentos dentro do próprio governo americano e no Congresso. Parlamentares da oposição afirmam que existe o risco de os Estados Unidos serem arrastados para uma guerra terrestre prolongada no Oriente Médio.

Alguns senadores pediram mais transparência sobre os objetivos da operação militar e sobre a autorização para o uso da força.

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O presidente Donald Trump afirmou que decidiu atacar o Irã porque acreditava que o país estava prestes a lançar um ataque contra interesses americanos. Segundo ele, a ofensiva foi preventiva.

Autoridades do governo também argumentam que a operação busca destruir a infraestrutura militar iraniana e impedir que o país desenvolva armamentos nucleares.

Reações internacionais e tensões diplomáticas

A guerra também provocou reações de governos europeus. A Espanha criticou a operação militar e recusou o uso de duas bases americanas em seu território para apoio às ações contra o Irã.

O governo espanhol defendeu uma solução diplomática para o conflito e alertou para os riscos de violação do direito internacional.

Enquanto isso, a China anunciou que pretende enviar um representante especial ao Oriente Médio para tentar mediar negociações entre as partes.

Americanos tentam deixar a região

Com o agravamento da guerra, o governo americano passou a orientar seus cidadãos a deixarem o Oriente Médio imediatamente. No entanto, milhares de pessoas enfrentam dificuldades para sair da região por causa do fechamento de aeroportos e cancelamentos de voos.

O Departamento de Estado informou que cerca de 9.000 americanos já conseguiram deixar o Oriente Médio, enquanto outros aguardam ajuda para evacuação por meio de voos militares e fretados.

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A ampliação dos combates e o envolvimento de diferentes países aumentam o temor de que a crise evolua para um conflito ainda mais amplo nos próximos dias. Negociações diplomáticas são consideradas essenciais para evitar uma escalada que ultrapasse as fronteiras atuais da guerra.

Próximos passos de Isarael

Segundo publicado pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Israel se prepara para retomar os voos internacionais do Aeroporto Ben Gurion neste próximo domingo (8).

Cada voo que partir do país poderá transportar no máximo 50 passageiros, medida adotada para garantir segurança e facilitar o controle da operação.

“Após avaliar a situação, decidimos abrir os céus a partir de domingo para voos de saída, sujeito a desenvolvimentos de segurança”, afirmou Regev ao veículo. “Faremos atualizações ao longo do dia.”

Morte de líder supremo abre crise política no Irã

Um dos acontecimentos mais significativos da guerra foi a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, atingido em um ataque em Teerã durante os primeiros dias da ofensiva conduzida por Estados Unidos e Israel.

A morte do principal líder político e religioso do país abriu uma crise de poder em Teerã e levantou dúvidas sobre quem assumirá o comando da República Islâmica em meio ao conflito.

Entre os nomes citados como possível sucessor está Mojtaba Khamenei, filho do líder supremo. A possibilidade, no entanto, gerou reações imediatas no cenário internacional.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que considera a escolha “inaceitável” e disse que pretende ter influência no processo que definirá a nova liderança iraniana.

Custo da guerra chega a bilhões de dólares

Enquanto os combates continuam, estimativas indicam que a operação militar já gerou custos bilionários. Um levantamento divulgado pelo Center for Strategic and International Studies calcula que as primeiras 100 horas da ofensiva, chamada Operação Fúria Épica, custaram cerca de US$ 3,7 bilhões, em média R$ 19,4 bilhões.

Segundo o estudo, aproximadamente US$ 3,5 bilhões, cerca de R$ 18,3 bilhões, desse valor não estavam previstos no orçamento militar americano. A estimativa aponta que as operações iniciais da guerra vêm consumindo cerca de US$ 891 milhões por dia, aproximadamente R$ 4,6 bilhões, segunda a Aljazeera.

Novos dados indicam avanço militar de EUA e Israel

Autoridades militares também divulgaram novos números sobre a campanha aérea. Israel afirma ter realizado cerca de 2.500 ataques desde o início da guerra e diz ter destruído aproximadamente 80% dos sistemas de defesa aérea do Irã, o que permitiria uma superioridade aérea quase total sobre o país.

Já o Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido cerca de 200 alvos no território iraniano nas últimas 72 horas, incluindo lançadores de mísseis balísticos e embarcações militares.

Impacto econômico começa a aparecer

A escalada militar também começou a provocar efeitos nos mercados financeiros. Nos Estados Unidos, o índice Dow Jones registrou queda superior a 1.000 pontos no início da semana, reflexo da preocupação dos investidores com a alta nos preços do petróleo e com o risco de uma ampliação do conflito no Oriente Médio.

Analistas avaliam que, se a guerra se prolongar ou afetar rotas energéticas da região, os impactos econômicos poderão se intensificar nos próximos dias.

Porém, a guerra continua, sem ter previsão de bandeira branca ou possíveis acordos de trégua.

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