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Instabilidade no Oriente Médio deve continuar pressionando economia global
Publicado 29/06/2026 • 19:30 | Atualizado há 48 minutos
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Publicado 29/06/2026 • 19:30 | Atualizado há 48 minutos
KEY POINTS
A retomada das negociações entre Estados Unidos e Irã pode reduzir parte das tensões no Oriente Médio, mas ainda não elimina os riscos para a economia global. A avaliação é da professora de Relações Internacionais da ESPM, Denilde Holzhacker, que acredita que o processo continuará marcado por avanços e recuos, mantendo a volatilidade nos mercados.
“A expectativa é de que as negociações retomem, mesmo com todas essas instabilidades. Nenhum dos dois países quer uma volta de uma ação militar mais intensa, mas a gente vai ver essas idas e vindas, com alguns momentos de avanço e depois retrocessos”, afirmou em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, nesta segunda-feira (29).
Segundo a especialista, a falta de previsibilidade afeta tanto a confiança nas negociações quanto as estratégias adotadas por governos e empresas, especialmente em setores ligados à energia e ao comércio internacional.
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Para Denilde, o principal desafio imediato é encontrar uma solução para o Estreito de Ormuz, rota considerada estratégica para o transporte mundial de petróleo.
Ela explicou que a expectativa inicial de normalização da passagem perdeu força após a recente escalada das tensões, aumentando novamente as incertezas sobre o abastecimento energético e os fluxos comerciais na região.
“A expectativa é que Estados Unidos e Irã consigam fechar pelo menos um acordo, mesmo que transitório, sobre a questão do estreito, que é um ponto central e impacta tanto a questão energética quanto a financeira e o fluxo de comércio no Golfo”, destacou.
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Siga o Times | CNBCNa avaliação da professora, embora o aumento dos preços do petróleo tenha beneficiado alguns exportadores, o saldo geral do conflito foi negativo para a economia mundial.
Ela afirmou que o comércio internacional foi um dos principais prejudicados, enquanto países dependentes da importação de energia enfrentaram custos maiores e recorreram às suas reservas estratégicas para garantir o abastecimento.
Ao mesmo tempo, observou que alguns países conseguiram ampliar seu poder de negociação durante a crise.
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Segundo Denilde, o Irã saiu politicamente fortalecido por demonstrar capacidade de resistência e ampliar seu peso nas negociações futuras, enquanto a China também pode obter ganhos indiretos ao fortalecer sua relação com um importante fornecedor de energia.
Ela acrescentou que o Brasil também aproveitou oportunidades comerciais criadas pela valorização das commodities energéticas, ampliando suas exportações durante o período de maior tensão.
“O grande perdedor, a meu ver, é de fato o Trump, que sai com uma guerra em que teve que ceder mais do que esperava, continua com uma popularidade baixa nos Estados Unidos e com os efeitos econômicos negativos após o conflito”, concluiu.
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