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Guerra no Irã pressiona custos da construção civil e acende alerta no Brasil

Publicado 02/05/2026 • 15:41 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A escalada da guerra no Irã já pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impactos mais evidentes sobre frete, materiais e equipamentos.
  • Dados mais recentes do Índice Nacional de Custo da Construção – M, INCC-M mostram uma forte aceleração em abril, com alta de 1,04%, bem acima dos 0,36% registrados em março.
  • Apesar disso, o índice acumula avanço de 6,28% em 12 meses, abaixo dos 7,52% observados no mesmo período do ano anterior.
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A guerra no Irã pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impactos mais evidentes sobre frete, materiais e equipamentos. Fernando Frazão/Agência Brasil

A escalada da guerra no Irã já pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impactos mais evidentes sobre frete, materiais e equipamentos, ainda que sem sinais, por ora, de desabastecimento.

Dados mais recentes do Índice Nacional de Custo da Construção – M, INCC-M mostram uma forte aceleração em abril, com alta de 1,04%, bem acima dos 0,36% registrados em março. Apesar disso, o índice acumula avanço de 6,28% em 12 meses, abaixo dos 7,52% observados no mesmo período do ano anterior.

Leia também: CNI: Construção civil amarga pior janeiro em 9 anos com pressão de juros elevados

O grupo Materiais, Equipamentos e Serviços sobe 1,35%

O principal vetor dessa alta foi o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, que subiu 1,35% no mês, refletindo a disparada dos custos de insumos essenciais para obras. Dentro dessa categoria, os materiais para estrutura, tiveram destaque, com aceleração de 0,17% para 1,82%, evidenciando a pressão mais intensa sobre itens básicos do setor.

Esse movimento ocorre em meio à valorização de commodities no cenário internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. O barril de petróleo tipo Brent se aproxima de US$ 110, pressionando cadeias logísticas de materiais amplamente utilizados na construção.

No âmbito do grupo de Serviços, observou-se um aumento em sua taxa de variação, que passou de 0,24% em março para 0,97% em abril. Esse movimento foi reflexo do item “aluguel de máquinas e equipamentos“, cuja taxa passou de 0,05% para 1,87%.

Leia também Construção civil: manutenção da Selic prolonga cenário restritivo para o setor

Além dos materiais, os custos de serviços também ganharam tração, com alta de 0,97% em abril, puxados principalmente pelo encarecimento do aluguel de máquinas e equipamentos. Já a mão de obra registrou avanço de 0,61%, reforçando a tendência de pressão generalizada nos custos do setor.

A alta foi disseminada geograficamente: todas as capitais monitoradas pelo índice, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, apresentaram aceleração nos custos, indicando um impacto amplo sobre a atividade.

O avanço dos custos preocupa construtoras em um momento em que o mercado imobiliário esperava recuperação, sustentada por medidas de estímulo e pela perspectiva de queda nos juros. A pressão inflacionária, no entanto, pode dificultar esse cenário e colidir com iniciativas do governo federal para ampliar o acesso ao crédito habitacional, como as mudanças recentes no programa Minha Casa, Minha Vida.

Leia mais: INCC-M sobe 0,63% em janeiro com pressão da mão de obra da construção civil

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