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Guerra no Irã pressiona custos da construção civil e acende alerta no Brasil
Publicado 02/05/2026 • 15:41 | Atualizado há 2 meses
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O Índice de Confiança da Construção (ICST) ficou estável em 92,6 pontos em maio, informou nesta terça-feira (26) a FGV. Fernando Frazão/Agência Brasil
A escalada da guerra no Irã já pressiona os custos da construção civil no Brasil, com impactos mais evidentes sobre frete, materiais e equipamentos, ainda que sem sinais, por ora, de desabastecimento.
Dados mais recentes do Índice Nacional de Custo da Construção – M, INCC-M mostram uma forte aceleração em abril, com alta de 1,04%, bem acima dos 0,36% registrados em março. Apesar disso, o índice acumula avanço de 6,28% em 12 meses, abaixo dos 7,52% observados no mesmo período do ano anterior.
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O principal vetor dessa alta foi o grupo de Materiais, Equipamentos e Serviços, que subiu 1,35% no mês, refletindo a disparada dos custos de insumos essenciais para obras. Dentro dessa categoria, os materiais para estrutura, tiveram destaque, com aceleração de 0,17% para 1,82%, evidenciando a pressão mais intensa sobre itens básicos do setor.
Esse movimento ocorre em meio à valorização de commodities no cenário internacional, impulsionada pelas tensões no Oriente Médio. O barril de petróleo tipo Brent se aproxima de US$ 110, pressionando cadeias logísticas de materiais amplamente utilizados na construção.
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Siga o Times | CNBCNo âmbito do grupo de Serviços, observou-se um aumento em sua taxa de variação, que passou de 0,24% em março para 0,97% em abril. Esse movimento foi reflexo do item “aluguel de máquinas e equipamentos“, cuja taxa passou de 0,05% para 1,87%.
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Além dos materiais, os custos de serviços também ganharam tração, com alta de 0,97% em abril, puxados principalmente pelo encarecimento do aluguel de máquinas e equipamentos. Já a mão de obra registrou avanço de 0,61%, reforçando a tendência de pressão generalizada nos custos do setor.
A alta foi disseminada geograficamente: todas as capitais monitoradas pelo índice, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília, apresentaram aceleração nos custos, indicando um impacto amplo sobre a atividade.
O avanço dos custos preocupa construtoras em um momento em que o mercado imobiliário esperava recuperação, sustentada por medidas de estímulo e pela perspectiva de queda nos juros. A pressão inflacionária, no entanto, pode dificultar esse cenário e colidir com iniciativas do governo federal para ampliar o acesso ao crédito habitacional, como as mudanças recentes no programa Minha Casa, Minha Vida.
Leia mais: INCC-M sobe 0,63% em janeiro com pressão da mão de obra da construção civil
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