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Irã cobra pedágio informal de até US$ 2 mi por viagem no Estreito de Ormuz
Publicado 24/03/2026 • 14:23 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 24/03/2026 • 14:23 | Atualizado há 6 meses
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Wikipédia
Agências de notícias do Irã publicaram um gráfico que sugere que a Guarda Revolucionária Islâmica colocou as minas marítimas no local.
O Irã passou a cobrar taxas de trânsito de navios comerciais que cruzam o Estreito de Ormuz, criando, na prática, um pedágio informal em uma das rotas mais importantes para o fluxo global de energia. Pagamentos de até US$ 2 milhões por viagem estão sendo exigidos de forma pontual, segundo fontes ouvidas pela agência de notícias Bloomberg sob condição de anonimato por se tratar de negociações sensíveis. Alguns navios já teriam efetuado os pagamentos.
A cobrança ocorre sem padrão definido. Não está claro qual moeda é utilizada, nem quais embarcações podem ser alvo em seguida, o que adiciona uma nova camada de incerteza à rota por onde normalmente transita cerca de um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no planeta, além de grandes volumes de alimentos, metais e outras commodities.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, agora em sua quarta semana, apenas um número reduzido de navios cruzou o estreito, a maioria deles ligada ao próprio Irã. Parte das demais embarcações tem optado por navegar mais próxima da costa iraniana como medida de precaução.
A falta de transparência sobre o esquema e a incerteza sobre os critérios de cobrança ampliam o risco operacional para armadores e seguradoras que dependem da rota. A guerra praticamente paralisou o transporte de cerca de um quinto do petróleo e gás natural liquefeito do mundo pelo estreito.
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Siga o Times | CNBCA Índia, que conseguiu fazer quatro navios carregados com gás liquefeito de petróleo saírem do Golfo Pérsico via Ormuz, afirmou nesta terça-feira (24) que as leis internacionais garantem a liberdade de navegação no estreito e que nenhum país pode cobrar taxas pelo uso do canal.
Para os produtores árabes do Golfo, mesmo um pedágio informal é inaceitável. Fontes ouvidas pela Bloomberg apontam preocupações com soberania, com o precedente que a medida abre e com o risco de que uma rota vital para suas exportações de energia seja usada como instrumento de pressão política.
O Ministério das Relações Exteriores do Irã não respondeu ao pedido de comentário, em meio a restrições impostas pelo governo às telecomunicações e ao acesso à internet.
Por ora, o Irã cobra as taxas caso a caso. Teerã, porém, já sinalizou a possibilidade de formalizar a cobrança como parte de um eventual acordo mais amplo no pós-guerra, segundo uma das fontes. Na semana passada, um parlamentar iraniano afirmou que o Parlamento avança em uma proposta para obrigar outros países a pagar ao Irã pelo uso do estreito como rota segura de navegação.
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