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Conflito no Oriente Médio

Cessar-fogo entre EUA e Irã: o que Israel aceitou no acordo?

Publicado 08/04/2026 • 09:41 | Atualizado há 3 meses

KEY POINTS

  • Após mais de dois meses de tensão, conflito no Oriente Médio envolvendo o Irã, Estados Unidos e Israel entrou em uma pausa temporária.
  • Depois de uma sequência de bombardeios, mortes de lideranças e do fechamento do Estreito de Ormuz, que desencadeou uma crise energética, os três países chegaram a um acordo para um cessar-fogo de pelo menos duas semanas.
  • A negociação entre os países aconteceu após horas de forte tensão entre os Estados Unidos e Irã.
Bombardeios no Irã

Foto: AFP

Cessar-fogo entre EUA e Irã: o que Israel aceitou no acordo?

Após mais de um mês de tensão, o conflito no Oriente Médio, que envolve o Irã, os Estados Unidos e Israel, entrou em uma pausa temporária. Depois de uma sequência de bombardeios, mortes de lideranças e do fechamento do Estreito de Ormuz, que desencadeou uma crise energética, os três países chegaram a um acordo para um cessar-fogo de pelo menos duas semanas.

A negociação entre os países aconteceu após horas de forte tensão entre os Estados Unidos e Irã. Isso porque o presidente americano, Donald Trump, havia estabelecido um prazo, que se encerrava às 21h (horário de Brasília), para que os iranianos reabrissem o Estreito de Ormuz.

Caso contrário, o republicano chegou a ameaçar “matar uma civilização inteira”.

Leia também: Irã confirma cessar-fogo com EUA e reabertura de Ormuz por duas semanas

Paz temporária

De acordo com informações do Al Jazeera, o principal ponto do acordo prevê a suspensão total dos ataques entre os três países envolvidos por um período inicial de duas semanas. Conforme autoridades americanas, a pausa acontece após os EUA entenderem que os objetivos iniciais contra o Irã estavam cumpridos.

Apesar do cessar-fogo, o próprio governo iraniano afirma que a medida não representa o fim da guerra, mas sim uma etapa temporária para viabilizar os negócios.

Reabertura do Estreito de Ormuz

Um dos pontos centrais do acordo entre os países envolve a reabertura do Estreito de Ormuz. A passagem marítima é a principal e mais importante rota para o envio de petróleo e outros materiais considerados essenciais.

O Irã concordou em permitir a passagem segura de embarcações durante o período de trégua, com coordenação das forças armadas iranianas e possíveis limitações técnicas, além de cobranças de taxas entre os navios cargueiros.

O que Israel concordou no acordo?

Apesar de ter aderido ao cessar-fogo mediado pelo Paquistão com o Irã, Israel indicou que a trégua não se aplica a outros conflitos em andamento na região. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a suspensão dos ataques não inclui os confrontos contra o grupo libanês Hezbollah nem as operações militares no sul do Líbano.

Entretanto, apesar disso, Israel também concordou em cessar os ataques pontuais em cooperação com os Estados Unidos durante o período acordado. Os conflitos com o Hezbollah iniciaram após o grupo terrorista, aliado do Irã, lançar ataques contra o Irã.

Negociação e proposta de dez pontos

Apesar do acordo não abordar todos os detalhes acordados entre os países, a trégua no Oriente Médio inclui os seguintes pontos:

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  • Interrupção total das hostilidades no Iraque, Líbano e Iémen, abrangendo todas as forças do “eixo da resistência”;

  • Cessação permanente e irrevogável de todos os ataques contra o Irã, sem limite de tempo;

  • Fim integral de todos os conflitos na região do Oriente Médio;

  • Reabertura do Estreito de Ormuz, por onde circula cerca de 20% do petróleo mundial;

  • Estabelecimento de protocolo que garanta liberdade e segurança da navegação no Estreito, em coordenação com as forças iranianas;

  • Pagamento integral de indenizações pela reconstrução de infraestruturas danificadas no Irã;

  • Levantamento de todas as sanções econômicas, financeiras e comerciais contra o Irã;

  • Liberação de fundos e ativos iranianos congelados no exterior, especialmente nos Estados Unidos;

  • Compromisso formal do Irã de não desenvolver armas nucleares;

  • Implementação imediata do cessar-fogo em todas as frentes, após aceitação das condições anteriores.

Leia também: Estreito de Ormuz recebe primeiros navios após cessar-fogo entre EUA e Irã; acompanhe

O que acontece agora?

Apesar do cessar-fogo entre os países, o cenário ainda é instável. Além de ser uma pausa temporária, o acordo depende do avanço das negociações para que de fato a guerra chegue ao fim. Neste contexto, a interrupção dos bombardeios entre EUA e Irã pode ser interpretada como um movimento estratégico para reavaliar os danos e entender se existem motivos restantes para manter os conflitos.

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