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Conflito no Oriente Médio

Vice-presidente dos EUA chega à Suíça para rodada de negociações com o Irã

Publicado 21/06/2026 • 08:24 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • JD Vance chega à Suíça para negociações entre EUA e Irã com foco no programa nuclear e no cessar-fogo no Líbano.
  • Conversas enfrentam impasse após o Irã condicionar um acordo definitivo ao fim da guerra no Líbano e voltar a fechar o Estreito de Ormuz.
  • Além da questão nuclear, negociações incluem sanções, desbloqueio de ativos iranianos e retomada das exportações de petróleo.

Kin Cheung/Pool via REUTERS

O vice-presidente dos EUA, JD Vance, discursa durante uma reunião com o secretário de Relações Exteriores britânico, David Lammy, na Chevening House, em Sevenoaks, Kent, Grã-Bretanha, em 8 de agosto de 2025.

O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, chegou neste domingo (21) à Suíça para participar das negociações com o Irã sobre um acordo que pode encerrar a guerra no Oriente Médio.

Antes da viagem, Vance afirmou que espera avanços nas discussões sobre o programa nuclear iraniano e o cessar-fogo no Líbano, temas centrais das conversas. “Com sorte, vamos avançar na questão nuclear e na questão do cessar-fogo no Líbano”, disse.

Representantes dos Estados Unidos e do Irã se reuniram em Burgenstock, na Suíça, com delegações do Paquistão e do Catar, que atuam como mediadores. Segundo Teerã, uma reunião direta entre as quatro partes estava prevista para a tarde deste domingo.

Leia também: Acordo entre EUA e Irã enfrenta primeiro obstáculo após negociações na Suíça não avançarem como previsto

As negociações ocorrem após a assinatura, no início de junho, de um memorando de entendimento que prorrogou o cessar-fogo na guerra iniciada no fim de fevereiro e abriu um período de 60 dias para negociar temas como o programa nuclear iraniano, as sanções econômicas e a retomada da venda de petróleo pelo país.

O avanço das conversas, porém, enfrenta um novo impasse. O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz em resposta aos ataques de Israel no Líbano, onde os confrontos com o Hezbollah se intensificaram apesar de um novo cessar-fogo.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, afirmou que não será possível avançar para um acordo definitivo enquanto a guerra no Líbano continuar.

Segundo ele, o desbloqueio de ativos iranianos e a emissão das licenças necessárias para a venda de petróleo também estarão na pauta das negociações.

Leia também: Estados Unidos divulgam texto do acordo com o Irã

Em Teerã, o presidente Masoud Pezeshkian reiterou que o país não abrirá mão do direito de enriquecer urânio, embora tenha voltado a negar a intenção de desenvolver armas nucleares. “Podemos também afirmar por escrito que não temos intenção de construir uma bomba”, declarou.

O clima de desconfiança permanece. Mohsen Rezaei, conselheiro militar do líder supremo iraniano, afirmou que “o inimigo mostrou ser um quebra-promessas”.

Os confrontos no Líbano seguem sendo o principal fator de risco para as negociações. Na sexta-feira, uma rodada de conversas foi adiada após ataques israelenses no país. No dia seguinte, Israel e Hezbollah voltaram a trocar acusações de violação do cessar-fogo.

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Apesar da trégua anunciada por Washington, Israel afirmou neste domingo que manterá tropas na chamada “zona de segurança” no sul do Líbano. O Hezbollah acusou as forças israelenses de tentar avançar sobre a região das colinas de Ali Taher.

Segundo a mídia estatal libanesa, ataques aéreos israelenses atingiram cerca de 20 localidades e deixaram mais de 30 mortos. O Ministério da Saúde informou que o número total de vítimas no conflito já supera 4.000.

Após o anúncio do fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, o Comando Central dos Estados Unidos afirmou que a passagem pela rota marítima permanecia intacta.

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