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Irã e Omã fecham acordo para definir nova rota de navegação no Estreito de Ormuz
Publicado 05/08/2026 • 14:03 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 05/08/2026 • 14:03 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
AFP
Irã e Omã fecharam um acordo sobre uma rota para navios que transitam pelo Estreito de Ormuz e estão finalizando os preparativos para gerenciar conjuntamente a passagem, informou o Ministério das Relações Exteriores de Teerã nesta quarta-feira, 5.
“As coordenadas geográficas da rota planejada por ambas as partes foram acordadas”, declarou o porta-voz Esmail Baqai, citado pela agência de notícias estatal IRNA, que especificou que os dois países estão trabalhando em uma “declaração conjunta”, desde que alguns “terceiros não obstruam o processo”.
“A declaração conjunta de ambos os países, que contém as principais considerações e pontos de acordo, também está na fase final de revisão e redação”, acrescentou Baqai, segundo a IRNA.
Leia também: Ex-embaixador alerta para o impacto da crise diplomática nas eleições brasileiras
O Irã assumiu de fato o controle do Estreito de Ormuz, uma via marítima estratégica para o comércio mundial de energia, desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram sua guerra contra o país em 28 de fevereiro.
O presidente americano, Donald Trump, tem insistido repetidas vezes que o Irã está ansioso para alcançar um acordo a fim de reabrir a rota ao tráfego marítimo, mas o país nega.
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Siga o Times | CNBCEle havia inclusive antecipado que buscaria entendimentos com seu vizinho do outro lado do estreito, Omã.
Segundo a reportagem, Baqai disse a jornalistas que as conversas com Omã estavam avançando, mas que, mesmo se um acordo de entendimento fosse alcançado, isso não significaria que o estreito estaria seguro para todas as embarcações em trânsito.
“Os fatores que tornam o Estreito de Ormuz inseguro continuam existindo por parte dos Estados Unidos, em particular o bloqueio naval e outras ações agressivas e ameaçantes contra o Irã e seus interesses”, afirmou.
Antes do início da guerra no final de fevereiro, cerca de um quinto das exportações mundiais de petróleo e GNL passava pelo Estreito de Ormuz.
O bloqueio desta via marítima estratégica disparou os preços do petróleo repetidas vezes desde então e aumentou a pressão econômica e política sobre os Estados Unidos para que lhe ponham fim.
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