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De Belém a Antália, COP31 traz os Mapas do Caminho para a implementação e a Agenda de Ação Climática; veja cronograma
Publicado 08/11/2026 • 19:43 | Atualizado há 16 minutos
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Publicado 08/11/2026 • 19:43 | Atualizado há 16 minutos
KEY POINTS
Raimundo Pacco/COP30 via Flickr
Belem - Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas COP 30.
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima chega a Antália, na Turquia, com a Presidência brasileira da COP30 pronta para entregar relatórios e uma agenda extensa de eventos. A COP31 começa na segunda-feira (9) e vai até 20 de novembro, quando o Brasil encerra um ano de trabalho posterior à conferência de Belém e passa o comando do processo à Turquia.
Na terça-feira (3), o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, e a diretora-executiva, Ana Toni, apresentaram os dois Mapas do Caminho internacionais anunciados na plenária de encerramento em Belém. O pedido partiu do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que cobrou do mundo ação além das declarações.
O primeiro é o Mapa do Caminho para a Transição para o Afastamento dos Combustíveis Fósseis nos Sistemas Energéticos, de forma justa, ordenada e equitativa. O texto oferece aos países um quadro para avaliar o grau de prontidão e identificar ações na demanda e na oferta de energia e nos sistemas econômicos.
Já o Mapa do Caminho para Ampliar Esforços para Parar e Reverter o Desmatamento e a Degradação Florestal até 2030 indica caminhos para reforçar as políticas florestais nacionais, a cooperação internacional e o financiamento destinado a proteger, manejar de forma sustentável e restaurar florestas.
Os dois documentos nasceram de consultas internacionais e são contribuições voluntárias da Presidência da COP30, sem caráter prescritivo. Além disso, apoiam-se em compromissos já acordados no âmbito do Acordo de Paris, não resultam de negociação e não criam obrigações.
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Neste domingo (8), a Presidência lança o relatório “Implementando o Mapa do Caminho de Baku a Belém rumo a US$ 1,3 trilhão”. O texto parte do roteiro apresentado em conjunto pelas Presidências da COP29 e da COP30 em novembro de 2025.
A análise trata de como acelerar a mobilização de pelo menos US$ 1,3 trilhão por ano em financiamento climático para países em desenvolvimento até 2035, com recursos públicos e privados. Ainda, o documento examina caminhos de financiamento e as medidas para converter compromissos financeiros em investimentos e implementação.
Ao longo das duas semanas, a Presidência brasileira vai organizar, coorganizar ou participar de diálogos de alto nível e discussões técnicas. Os Mapas do Caminho serão apresentados em eventos próprios nos dias 9 e 10 de novembro, e sessões no Pavilhão Brasil vão discutir a aplicação das propostas.
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Siga o Times | CNBCEm seguida, o financiamento climático terá destaque nos dias 13 e 14 de novembro, com debates sobre o Mapa do Caminho de Baku a Belém e sua implementação.
Também entram na programação eventos de alto nível sobre o Acelerador Global de Implementação e a Missão Belém para 1,5. As duas iniciativas foram criadas por consenso na COP30 para apoiar os países na implementação de seus compromissos climáticos nacionais e no avanço rumo à meta de temperatura do Acordo de Paris.
O Pavilhão Brasil é organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), em conjunto com a Presidência da COP30 e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). O espaço reunirá representantes de governos, povos indígenas e comunidades tradicionais, setor privado, academia, organizações da sociedade civil e organismos internacionais.
Dentro dele, o Auditório Belém receberá debates sobre experiências nacionais na implementação da agenda climática e sua contribuição para os compromissos globais. Entre os outros destaques estão o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), o futuro do processo climático da ONU, a conexão entre ação climática e o dia a dia das pessoas e o legado do Mutirão das Juventudes da COP30.
Em adaptação, a Aliança de Implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NIA), lançada em Belém, apresentará um primeiro balanço de progresso. Paralelamente, debates com parceiros da América Latina e do Caribe vão explorar como levar prioridades nacionais de adaptação a investimentos e ação.
Já a Agenda Global de Ação Climática mostrará avanços em seis eixos temáticos, após um ano de mobilização que envolveu cerca de 480 iniciativas e coalizões e mais de 100 Planos para Acelerar Soluções. A agenda terá presença dedicada no Auditório Mutirão, para que governos, empresas, investidores, cidades e sociedade civil conectem soluções e fortaleçam a colaboração.
O trabalho da Presidência da COP30 seguiu três objetivos interligados, que são fortalecer o multilateralismo, conectar o regime climático à vida das pessoas e acelerar a implementação do Acordo de Paris.
Em Belém, o multilateralismo apareceu em 29 decisões adotadas por consenso, com avanços em adaptação, transição justa e financiamento climático. Segundo a Presidência, a mobilização aproximou povos indígenas, comunidades tradicionais, jovens e sociedade civil do processo, enquanto a Agenda Global de Ação Climática criou uma plataforma para ligar compromissos internacionais à economia real.
No início da COP31, a Presidência brasileira manifesta confiança de que os objetivos seguirão orientando os esforços sob a Presidência da Turquia, que atuará em parceria com a Austrália e com a comunidade internacional.
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