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COP31 começa nesta segunda (9) na Turquia com Brasil no centro do debate climático e data centers na agenda
Publicado 08/11/2026 • 19:44 | Atualizado há 11 minutos
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Publicado 08/11/2026 • 19:44 | Atualizado há 11 minutos
KEY POINTS
A 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31) começa nesta segunda-feira (9), em Antalya, na Turquia, com o Brasil no centro das discussões sobre a continuidade dos compromissos assumidos na COP30, em Belém, e uma nova frente de debates sobre o impacto ambiental dos data centers.
Até 20 de novembro, representantes de governos, empresas e organizações internacionais discutirão como ampliar o financiamento climático, acelerar a transição energética e abastecer a expansão da inteligência artificial com eletricidade de fontes renováveis.
A COP é o principal fórum multilateral de decisões climáticas vinculado à Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima. As negociações buscam transformar os objetivos do Acordo de Paris em medidas de redução de emissões, adaptação aos eventos extremos e apoio financeiro e tecnológico aos países mais vulneráveis.
A conferência será presidida pela Turquia, com o ministro Murat Kurum indicado para comandar a COP31. O australiano Chris Bowen terá a função de presidente das negociações, em um arranjo que divide as responsabilidades políticas e diplomáticas do encontro.
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Entre os temas centrais estão a passagem dos compromissos climáticos para a execução, a ampliação dos investimentos em energia limpa e a redução da dependência de combustíveis fósseis. Os governos também discutirão medidas de adaptação, como proteção contra secas, enchentes e ondas de calor.
O financiamento climático será outro ponto decisivo: países em desenvolvimento cobram recursos mais acessíveis para reduzir emissões e enfrentar perdas e danos associados a eventos extremos. Também entram no debate mercados de carbono, proteção de florestas e infraestrutura resiliente.
A COP31 marca ainda o início do segundo balanço global do Acordo de Paris, processo destinado a avaliar coletivamente o avanço dos países e identificar onde é necessário acelerar a ação climática.
Leia também: Presidência da COP30 propõe cronograma global para abandonar combustíveis fósseis até 2033
A expansão dos data centers, instalações que sustentam serviços digitais e sistemas de inteligência artificial, terá espaço específico na programação paralela da conferência. Na terça-feira (10), o Pavilhão da Itália receberá um encontro sobre soluções para abastecer essas estruturas com energia limpa e avaliar seus benefícios climáticos. O evento reunirá especialistas em planejamento energético e infraestrutura digital.
Na segunda-feira (16), a Agência Internacional de Energias Renováveis (Irena) e a Global Renewables Alliance organizarão uma discussão sobre data centers verdes, consumo de eletricidade e integração com as redes elétricas. Entre os pontos previstos estão o uso de energia renovável, a transparência das informações de consumo e formas de evitar que a demanda da inteligência artificial amplie a geração baseada em combustíveis fósseis.
A programação de Ação Digital Verde também inclui o Compromisso de Antalya sobre Inteligência Artificial, iniciativa da presidência da COP31 para incentivar práticas digitais alinhadas às metas climáticas. No mesmo dia 16, o Pavilhão Brasil receberá o lançamento do AI Climate Institute. Esses eventos integram a agenda de debates e iniciativas da conferência, sem representar, por si só, um acordo obrigatório entre os países.
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Siga o Times | CNBCA Cúpula de Líderes ocorrerá na quarta-feira (11) e na quinta-feira (12). O presidente turco Recep Tayyip Erdoğan e o secretário-geral da ONU, António Guterres, estão previstos na abertura. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também participará, conforme confirmação do governo brasileiro.
Entre os nomes esperados estão ainda o primeiro-ministro britânico Andy Burnham e outras autoridades nacionais. A programação de alto nível prevê discursos, encontros bilaterais e mesas sobre eletrificação, indústria verde, financiamento, adaptação urbana e proteção das florestas.
Além dos chefes de Estado, terão papéis importantes Murat Kurum, na presidência da conferência, Chris Bowen, na condução das negociações, e representantes de organizações internacionais, do setor privado e de comunidades afetadas pela mudança do clima.
Leia também: Lula participará da COP31 na Turquia
O Brasil chega à COP31 depois de sediar a COP30, em Belém, e pretende manter protagonismo nas negociações. Lula participará da cúpula de 11 e 12 de novembro e deverá defender medidas concretas de transição energética, combate ao desmatamento e financiamento da proteção florestal.
A presidência brasileira da COP30 levará à conferência propostas de mapas do caminho para o afastamento dos combustíveis fósseis e para a reversão do desmatamento. O governo também pretende ampliar o apoio ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) e apresentar resultados de políticas ambientais brasileiras.
O Pavilhão Brasil será o principal espaço nacional na Zona Azul, área reservada às negociações oficiais. Organizado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, pela presidência da COP30 e pela ApexBrasil, reunirá governos, povos indígenas, comunidades tradicionais, empresas, universidades e organizações sociais.
A programação inclui debates sobre energia eólica, combustíveis sustentáveis, financiamento verde, mercados de carbono, agroecologia, cidades resilientes, proteção indígena e uso de tecnologia na política climática. A inauguração do pavilhão está prevista para segunda-feira (9).
Leia também: Governo aprova 18 diretrizes para reduzir dependência de combustíveis fósseis
O resultado da COP31 dependerá de acordos entre países com interesses e capacidades econômicas diferentes. Entre os avanços possíveis estão orientações para acelerar a transição energética, mecanismos de financiamento e compromissos de adaptação mais claros.
A principal medida de sucesso será a capacidade de transformar declarações diplomáticas em projetos financiados e políticas verificáveis. O desafio é reduzir a distância entre as metas de limitar o aquecimento global e as emissões efetivas, sem deixar de proteger populações vulneráveis.
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