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Corrida bilionária no espaço: Amazon desafia liderança da Starlink
Publicado 21/09/2025 • 15:42 | Atualizado há 7 meses
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Publicado 21/09/2025 • 15:42 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
A SpaceX lançou neste domingo (21), às 6h53 no horário da Costa Leste dos EUA, mais uma missão do foguete Falcon 9 a partir de Cabo Canaveral, na Flórida. O voo colocou em órbita 28 satélites do projeto Starlink, que busca oferecer internet de alta velocidade a qualquer ponto do planeta. Foi o 11º voo do primeiro estágio do foguete utilizado na operação, recuperado com sucesso no navio-droneship A Shortfall of Gravitas, no Atlântico.
O lançamento reforça a liderança da Starlink, que já conta com mais de 8,3 mil satélites ativos e cerca de 5 milhões de clientes em todo o mundo. Desde 2019, a empresa de Elon Musk investiu mais de US$ 10 bilhões no projeto, apoiada no modelo de reutilização de foguetes que reduz custos. Cada lançamento sai por aproximadamente US$ 67 milhões, bem abaixo da média do setor.
A Amazon, de Jeff Bezos, busca reduzir a distância em relação à SpaceX com o Projeto Kuiper. Hoje, a constelação conta com 102 satélites em órbita, número ainda distante da autorização da Comissão Federal de Comunicações (FCC) para 3.236 unidades até 2029. Mesmo assim, a companhia fechou um contrato importante: a JetBlue será a primeira aérea a usar o Kuiper em aeronaves selecionadas a partir de 2027, ampliando o serviço de Wi-Fi a bordo Fly-fi.
Apesar do avanço, a Amazon ainda enfrenta larga desvantagem. Enquanto a Starlink já atende companhias como Virgin Atlantic, United Airlines e Air France, o Kuiper depende de provedores externos para lançamentos, entre eles o Atlas V da United Launch Alliance, o Ariane 64 da Arianespace, o futuro New Glenn da Blue Origin e, ironicamente, o próprio Falcon 9 da SpaceX.
A corrida espacial para conectar áreas remotas e oferecer internet estável deve movimentar pelo menos US$ 40 bilhões até 2030, segundo o Boston Consulting Group. Estima-se que, entre 2025 e 2031, operadoras coloquem em órbita cerca de 70 mil satélites de baixa altitude (LEO, na sigla em inglês), ampliando a cobertura para até 2,5 bilhões de pessoas.
Além do impacto na conectividade, a tecnologia deve ser estratégica para a implementação futura do 6G. Para ampliar sua vantagem, a SpaceX anunciou recentemente um acordo de US$ 17 bilhões com a Echostar, garantindo licenças de espectro que permitirão expandir os serviços 5G da Starlink.
O movimento mostra que a disputa pelo mercado de internet via satélite já não é apenas um braço da corrida espacial, mas um segmento central na infraestrutura digital global, com potencial de transformar como bilhões de pessoas se conectam.
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