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Inflação pelo índice CPI dos EUA desacelera para 3,5% em junho com queda na gasolina; Fed fica pressionado
Publicado 14/07/2026 • 10:48 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 14/07/2026 • 10:48 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Oto Godfrey / Wilimedia Commons
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A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos subiu 3,5% em junho na comparação anual, ritmo menor que os 4,2% registrados em maio e abaixo dos 3,8% projetados por analistas consultados pelo mercado.
A queda nos preços da gasolina puxou o resultado para baixo e trouxe algum alívio aos consumidores americanos, segundo dados do departamento de estatísticas dos Estados Unidos.
Os preços ao consumidor caíram de forma expressiva no item combustível ao longo do mês, enquanto o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, permaneceu praticamente estável. Isso reforça a leitura de que a desaceleração não ficou restrita ao componente energético.
Leia também: Retomada da guerra entre EUA e Irã impulsiona petróleo dos EUA ao maior valor do mês
Ainda segundo o levantamento, na comparação mensal os preços gerais recuaram 0,4% em junho, puxados pelo recuo do petróleo. O núcleo mensal, por sua vez, ficou zerado, sinal de estabilidade nos demais componentes da cesta de consumo.
Nos últimos meses, a inflação CPI voltou a preocupar economistas e formuladores de política monetária nos Estados Unidos. Depois de recuar a 2,3% no ano passado, o indicador acelerou ao longo de 2026, muito em razão do conflito no Irã, iniciado há quatro meses e meio.
Em junho, um cenário de menor tensão ajudou a acalmar o mercado de petróleo. Já em julho, o cessar-fogo entre Irã e Israel se rompeu e os combates foram retomados, o que fez o preço de referência do petróleo americano subir 12% no mês até segunda-feira (13).
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Siga o Times | CNBC🔍 O que é o benchmark do petróleo americano É o preço de referência usado para negociar contratos futuros de petróleo nos Estados Unidos, também chamado de WTI, que serve de parâmetro para o mercado doméstico de combustíveis.
Fora o componente energético, parte dos economistas ainda não descarta riscos inflacionários adiante. O avanço dos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial e as tarifas comerciais impostas pelo governo Trump aparecem como fatores que podem seguir pressionando preços mesmo com eventual arrefecimento do conflito no Oriente Médio.
O resultado de junho chega em meio a um debate interno no Federal Reserve sobre o rumo dos juros. Parte dos dirigentes já discute a possibilidade de elevar as taxas em vez de cortá-las, movimento que ganhou força com a repetição de leituras de inflação acima do esperado nos últimos meses.
O governador do Fed, Christopher Waller, sinalizou que o dado desta terça-feira (14) seria decisivo para a decisão sobre uma eventual alta de juros na reunião do banco central marcada para este mês. Antes da divulgação, o mercado futuro de juros precificava cerca de 40% de chance de alta em julho.
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, tem defendido o controle da inflação como prioridade, mas evitou detalhar como o banco central pretende lidar com a resistência dos preços.
A decisão do Fed deve pesar mais sobre outro indicador, divulgado pelo Departamento de Comércio americano, considerado pela instituição mais representativo do comportamento real dos preços. Esse índice marcava 4,1% em maio, distante da meta de 2% do banco central.
A leitura de junho desse indicador só sai ao fim do mês, depois da reunião do Fed. Ainda assim, o cálculo usa como insumo boa parte dos dados divulgados nesta terça-feira, o que deve levar economistas do banco central a examinar o CPI com atenção redobrada.
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