CNBC
Edifício do Departamento do Tesouro dos EUA

CNBCTítulos do Tesouro dos EUA sobem com perspectiva de novas altas nas taxas de juros

Mundo

Setor global de navegação teme impacto de pedágio proposto por Trump em Ormuz

Publicado 14/07/2026 • 10:38 | Atualizado há 50 minutos

KEY POINTS

  • O presidente Donald Trump propôs a imposição de uma taxa de 20% sobre a carga que passa pelo Estreito de Ormuz.
  • Isso poderia representar um “desincentivo adicional” para os navios que transitam pelo Estreito, alertaram os executivos.
  • Eis como as empresas de transporte marítimo comercial estão reagindo à notícia.
Estreito de Ormuz volta a operar, mas recuperação global do petróleo será lenta

Foto: Pexels

Executivos do setor de transporte marítimo alertaram que a proposta do presidente Donald Trump de cobrar uma taxa de 20% sobre navios que passam pelo Estreito de Ormuz pode ter o efeito oposto ao desejado e reduzir ainda mais o tráfego já debilitado na vital via marítima.

O acordo de cessar-fogo temporário assinado entre os EUA e o Irã em meados de junho parece cada vez mais fragilizado, após os adversários trocarem hostilidades pelo terceiro dia consecutivo nesta terça-feira.

O acordo proibia explicitamente Teerã de impor qualquer tipo de cobrança a navios comerciais que transitassem pelo Estreito.

Leia também: Agência marítima da ONU se opõe às taxas de trânsito do Ormuz após Trump exigir dinheiro de proteção

No entanto, o presidente não defende mais o retorno aos arranjos anteriores à guerra, nos quais o Estreito de Ormuz permanecia como uma via internacional livre de pedágio.

Em vez disso, Trump sugeriu que as embarcações comerciais que tentarem realizar a travessia devem pagar aos EUA como compensação por garantir a segurança da passagem.

A gigante do transporte marítimo Hapag-Lloyd afirmou ser “fundamentalmente errado” cobrar pedágios pela passagem em águas internacionais, independentemente do país responsável.

“Pedágios para infraestruturas como o Canal de Suez ou o Canal do Panamá são diferentes, pois refletem grandes investimentos em infraestrutura”, declarou a empresa em comunicado. “Esse não é o caso no Estreito de Ormuz.”

Leia também: Trump se autonomeia ‘guardião de Ormuz’, diz que irá cobrar pedágio de 20% e bloquear somente navios iranianos

Qualquer tarifa imposta pelos EUA poderia reduzir ainda mais o tráfego pela rota vital, que já voltou a estagnar nos últimos dias, de acordo com o Conselho Marítimo Báltico e Internacional (BIMCO), a maior associação de transporte marítimo do mundo.

O aumento do custo constituirá um desincentivo adicional para a travessia do Estreito, o qual só poderá ser compensado por uma redução significativa da ameaça vinda do Irã”, disse Jakob P. Larsen, diretor de proteção e segurança da BIMCO, à CNBC nesta terça-feira.

O tráfego de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu drasticamente no domingo, com dados da Kpler mostrando apenas 14 navios cruzando a via marítima, incluindo quatro petroleiros, em comparação com 37 embarcações na semana anterior. Esse fluxo pode secar ainda mais caso os pedágios sejam aplicados.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

Leia também: EXCLUSIVO CNBC: CEO da Nordic American Tankers diz que não pretende enviar petroleiros de volta ao Estreito de Ormuz

Irã ridiculariza plano de pedágio de Trump

Até que Trump sugerisse o contrário em uma publicação no Truth Social na segunda-feira, os EUA vinham se opondo firmemente a qualquer pedágio no Estreito de Ormuz.

Os EUA haviam rejeitado os planos do próprio Irã de cobrar pedágios de navios que passavam pelo estreito, o que especialistas marítimos, reguladores e até mesmo altos funcionários do governo Trump disseram ser ilegal perante o direito internacional.

O governo Trump havia ameaçado anteriormente impor sanções “agressivas” contra Omã caso o país fosse visto ajudando o Irã a estabelecer um sistema de pedágio.

Leia também: Reino Unido vai defender que o Estreito de Ormuz permaneça livre de tarifas, e que o Líbano seja incluído no cessar-fogo com o Irã

“Todas as nações devem rejeitar categoricamente quaisquer esforços do Irã para interromper o livre fluxo do comércio”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em uma publicação no X em 28 de maio.

Em o que parece ser uma mudança abrupta de diretriz, no entanto, o presidente dos EUA declarou via rede social que o país passaria a ser conhecido como “O GUARDIÃO DO ESTREITO DE ORMUZ”.

Sendo assim, Trump afirmou que os EUA seriam reembolsados à taxa de 20% de toda a carga transportada pela via marítima “por todo e qualquer custo necessário para realizar o trabalho de garantir a proteção e a segurança nesta parte tão volátil do mundo”.

Leia também: EUA e Irã trocam ataques e agravam crise no Estreito de Ormuz

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, pareceu ridicularizar o plano de Trump. Em sua própria publicação em rede social, Araghchi disse que o presidente dos EUA estava “absolutamente certo” de que quem garante a travessia segura e protegida de navios comerciais por Ormuz deve ser compensado por esse serviço.

“O Irã sempre foi o GUARDIÃO do Estreito e continuará sendo para SEMPRE. 20% é, logicamente, excessivo. Seremos justos”, declarou Araghchi na segunda-feira.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

MAIS EM Mundo