Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Rota pelo Ártico pode cortar semanas no comércio China-Europa e acelerar fluxo de caixa, diz professor
Publicado 19/08/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 meses
Bank of America é multado em US$ 1,2 bilhão por violações de lavagem de dinheiro
Funcionário saudita da OpenAI é preso por instalar dispositivo de gravação em seu escritório
S&P 500 fecha estável após balanços de grandes bancos e queda de ações de chips de memória
Ataques a aeroportos colocam a aviação na mira dos conflitos geopolíticos
Delta adia para março estreia de voos à Arábia Saudita após ataques em Riad
Publicado 19/08/2026 • 09:50 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A China estreou o primeiro serviço regular de cargas pelo Ártico, em uma rota que segue pela costa norte da Rússia e pode reduzir de cerca de 40 a 50 dias para 18 a 20 dias o tempo de transporte de mercadorias, segundo Marcos Vinícius de Freitas, professor de Direito e Relações Internacionais. A mudança, na avaliação dele, pode ter impacto direto sobre o fluxo de caixa das empresas ao antecipar a chegada dos produtos ao destino.
Embora a rota seja sazonal, o fluxo reduziria uma série de vulnerabilidades existentes na rota atual, como as relacionadas ao Canal de Suez e ao Estreito de Ormuz. Segundo o professor, a rota representa um importante fator de redução das vulnerabilidades existentes nas atuais rotas de comércio. Além disso, ao reduzir o tempo de transporte em pelo menos 20 dias, há um impacto importante no fluxo de caixa e no dinamismo do comércio internacional.
“O aspecto relevante é que o objetivo chinês é claro: reduzir todo e qualquer tipo de vulnerabilidade para que o comércio internacional continue fluindo de forma cada vez mais efetiva”, afirma.
Na avaliação do professor, a estratégia chinesa não significa abandonar o comércio internacional. Ao contrário, a China teria interesse em ampliar e diversificar seus canais de comércio para reduzir riscos geopolíticos e logísticos.
“A China não é contra a OMC. A China se beneficiou muito depois que entrou na organização e foi a grande vencedora da globalização. Claro que pretende manter o comércio internacional aberto o máximo possível”, disse.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCFreitas também citou a expansão das relações chinesas com países da África e da América Latina como parte de um movimento mais amplo de diversificação.
Leia também: Rota do Ártico avança como alternativa comercial global e pode redefinir disputas geopolíticas, diz especialista
Apesar das vantagens, a rota pelo Ártico também cria uma nova dimensão geopolítica. Como parte relevante do corredor passa pela região sob jurisdição russa, o aumento do uso da rota pode ampliar a importância da relação entre Pequim e Moscou.
Para o professor, esse é um dos pontos que precisam ser acompanhados à medida que o corredor se desenvolve. A nova alternativa, portanto, reduz algumas vulnerabilidades logísticas, mas pode aumentar a dependência da China em relação à Rússia nesse trecho da infraestrutura comercial.
No cenário mais amplo, Freitas avalia que o objetivo chinês é diminuir a exposição a interrupções e manter o comércio internacional funcionando mesmo diante do aumento das tensões entre grandes potências. “O objetivo chinês é claro: reduzir todo e qualquer tipo de vulnerabilidade para que o comércio internacional continue fluindo.”
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro tem 55% dos votos válidos contra 45% de Lula no segundo turno, aponta pesquisa Gerp
2
Lotofácil: concurso 3.803 tem prêmio de R$ 2 milhões; confira o resultado
3
Brasil pode superar os Estados Unidos e se tornar maior exportador agrícola do mundo em 2026
4
Médicos acionistas da Oncoclínicas cobram auditoria e questionam gestão em meio à crise financeira
5
DECISÃO 2026: Flávio tem 53,1% dos votos válidos contra 46,9% de Lula, aponta pesquisa DataTrends