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Dinamarca diz que EUA não têm prioridade na exploração de recursos naturais da Groenlândia
Publicado 14/10/2026 • 18:19 | Atualizado há 29 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 18:19 | Atualizado há 29 minutos
KEY POINTS
Bandeira Dinamarca
Reprodução: Unsplash
O governo da Dinamarca afirmou que os Estados Unidos não possuem direitos preferenciais para explorar as matérias-primas da Groenlândia. A declaração foi divulgada após o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciar o início de operações de exploração em larga escala de petróleo, gás e minerais na ilha ártica, mencionando o recente acordo entre Washington, Copenhague e as autoridades groenlandesas para ampliar a cooperação militar e a segurança no Ártico e no Atlântico Norte.
“Se os Estados Unidos quiserem explorar o subsolo da Groenlândia em busca de petróleo, gás e minerais, terão que fazê-lo de acordo com a legislação pertinente da Groenlândia”, declarou o governo dinamarquês em resposta por escrito à emissora pública TV2.
O governo também ressaltou que o acordo firmado entre Groenlândia, Dinamarca e Estados Unidos não concede vantagens específicas a investidores norte-americanos na exploração dos recursos naturais do território. Segundo a declaração, os Estados Unidos não terão prioridade em relação a investidores de outros países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), da União Europeia (UE) ou de nações parceiras da aliança militar.
Leia mais: EUA, Dinamarca e Groenlândia assinarão em Nova York acordo de segurança sobre o território
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Siga o Times | CNBCHoras antes, Trump havia anunciado que as operações de exploração começariam em breve, sob os termos do acordo tripartite firmado em setembro. “Uma exploração em grande escala de petróleo, gás e minerais em nossa nova e bela Groenlândia”, afirmou o presidente.
Após a conclusão do acordo, Trump declarou que o entendimento permitiria aos Estados Unidos assumir de forma permanente o controle da segurança e de outras necessidades estratégicas da ilha. Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, classificou a assinatura como um novo ponto de inflexão nas relações entre as partes.
O acordo preserva formalmente a soberania da Dinamarca sobre a Groenlândia e reconhece o direito da população local à autodeterminação. Ao mesmo tempo, prevê o fortalecimento da presença militar norte-americana no território. O entendimento foi firmado após meses de tensões provocadas pelas exigências de Trump, que chegou a ameaçar tomar a ilha à força, sob a justificativa de proteger a segurança nacional dos Estados Unidos.
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