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Bank of America contratou 1.000 terceirizados para corrigir falhas de software expostas pelo Mythos da Anthropic
Publicado 14/10/2026 • 17:37 | Atualizado há 40 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 17:37 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Michael Nagle | Bloomberg | Getty Images
O Bank of America contratou um exército de consultores externos para ajudá-lo a corrigir vulnerabilidades de software expostas por modelos avançados de inteligência artificial, incluindo o Mythos, da Anthropic, afirmou o CEO do Bank of America, Brian Moynihan, à CNBC nesta quarta-feira (14).
Em entrevista concedida após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre do banco, Moynihan afirmou que, no início do ano, a instituição acelerou os esforços para reforçar uma ampla gama de seus códigos internos e de fornecedores, mobilizando milhares de funcionários e profissionais externos.
“Esse risco é real, e foi por isso que, quando os modelos de fronteira foram apresentados, muitos de nós nos reunimos e perguntamos: ‘Como podemos descobrir uma maneira de superar isso rapidamente?’”, disse Moynihan a Leslie Picker, da CNBC.
“Contratamos 1.000 profissionais terceirizados para nos ajudar com as correções no segundo trimestre, e essas pessoas continuam aqui até hoje, trabalhando conosco, além das 3.000 pessoas que já temos nessa área”, afirmou.
Leia mais: Bank of America recebe multas de quase US$ 2 bilhões por falhas no combate à lavagem de dinheiro
O banco gastou “algumas centenas de milhões de dólares” — o equivalente a aproximadamente R$ 1 bilhão ou mais — com correções de software e questões regulatórias relacionadas à conformidade com as normas de combate à lavagem de dinheiro durante o terceiro trimestre, disse Moynihan a analistas nesta quarta-feira.
Essas declarações estão entre as primeiras de uma grande empresa norte-americana a detalhar os recursos humanos e financeiros destinados à proteção de sistemas de software contra o Mythos, modelo disponibilizado em abril para um grupo restrito de bancos, empresas de tecnologia e agências governamentais.
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Siga o Times | CNBCOs comentários também evidenciam o caráter ambíguo da inteligência artificial: embora a tecnologia possa ajudar empresas a reduzir despesas por meio do aumento da produtividade, a capacidade de modelos como o Mythos de identificar e explorar vulnerabilidades antigas de software também obrigou companhias a investir pesadamente em medidas de defesa.
“Precisamos nos manter um passo à frente e ter em mente que as pessoas que desenvolvem o software são as mesmas que estão tentando nos vender os serviços”, disse Moynihan.
Ainda assim, Moynihan — que falou enquanto as ações do banco recuavam até 8% nesta quarta-feira — procurou tranquilizar os investidores, afirmando que o aumento dos gastos é temporário.
Leia mais: Bank of America tem lucro de US$ 6,9 bilhões no terceiro trimestre
“Depois que você corrige o problema, não precisa fazer isso com tanta frequência. […] O fluxo de água continua”, disse Moynihan, acrescentando que o banco espera uma redução gradual dos custos de correção ao longo do tempo.
Em outras áreas, a inteligência artificial está contribuindo para reduzir despesas. O Bank of America mantém cerca de 130 projetos internos de IA, e a economia gerada por essas iniciativas deve aumentar de US$ 300 milhões (cerca de R$ 1,5 bilhão) neste ano para US$ 700 milhões (cerca de R$ 3,5 bilhões) em 2027, segundo Moynihan.
O quadro de funcionários do Bank of America diminuiu em aproximadamente 3.400 pessoas no último ano. A empresa também reduziu em cerca de 5% o número de gerentes, afirmou o executivo. Não está claro em que medida essa redução da força de trabalho pode ser atribuída à inteligência artificial.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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