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Dólar cai a R$ 5,10 com melhora no apetite de risco e descompressão das expectativas de juros
Publicado 11/06/2026 • 17:55 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 11/06/2026 • 17:55 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta quinta-feira em baixa de 1,37%, aos R$ 5,10, em linha com o aumento do apetite por risco que beneficia moedas emergentes em detrimento da divisa americana. O enfraquecimento do dólar segue o anúncio de que os EUA e o Irã estão próximos a um acordo de paz e e que um memorando deve ser assinado nos próximos dias.
Durante o pregão, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar satisfeito com o progresso das negociações e que o conflito deve se encerrar em breve. A fala levou os preços do petróleo às mínimas diárias, com o Brent recuando 4,17% e batendo o patamar de US$ 89,22.
“A queda do dólar acompanhou o enfraquecimento da divisa americana no exterior, com o mercado global reagindo positivamente ao cancelamento dos ataques e à perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz”, diz Beny Fard, sócio da B8 Partners.
Por conseguinte, as expectativas de inflação para o Brasil e para os EUA recuaram, com as curvas de juros de ambos países se fechando. A perspectiva de pacificação reacendeu o fluxo extrangeiro, com os investidores precificando um alívio nas expectativas do ciclo monetário nacional. Isso levou a uma alta no Ibovespa puxada por setores ligados ao consumo, o que injetou dólares no mercado local.
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Siga o Times | CNBC“Se o fluxo for normalizado, aumenta a oferta de petróleo, caem os custos de energia e transporte e as expectativas de inflação melhoram. Isso reduz a pressão por juros mais altos, tanto nos Estados Unidos quanto em outros países”, explica Felipe Corleta, sócio da Brasil Wealth
Ele afirmou, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, que embora investidores estejam otimistas, a cautela persiste à medida em que o mercado já ouviu diversas vezes que um acordo estaria próximo. Para ele, enquanto não houver uma confirmação oficial do lado iraniano e um documento assinado, a desconfiança deve seguir.
“Por outro lado, o comportamento dos preços importa muito. Quando o petróleo cai de forma tão forte e as bolsas sobem com intensidade, isso mostra que os operadores estão atribuindo alguma probabilidade relevante a um desfecho diplomático”, afirma.
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