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Dólar fecha de lado após queda do petróleo e enfraquecimento global da moeda americana

Publicado 09/06/2026 • 18:03 | Atualizado há 21 horas

KEY POINTS

  • O índice DXY recuou 0,05%, para 99,95 pontos, em meio a sinais de avanço nas negociações envolvendo o Irã, que reduziram os preços do petróleo e favoreceram ativos de mercados emergentes.
  • A divulgação de um IGP-DI abaixo das expectativas reforçou a percepção de menor pressão inflacionária no Brasil, contribuindo para aliviar as projeções para a Selic e melhorar o desempenho dos ativos locais.
  • Analistas destacam que o comportamento do câmbio continua fortemente ligado ao fluxo de capital estrangeiro. A perda de intensidade desse movimento pode voltar a pressionar o dólar para patamares mais elevados.
dólar

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Notas de dólar

A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta terça-feira (9) próxima a estabilidade, em baixa de 0,04%, aos R$ 5,17. A valorização do real acompanhou o enfraquecimento mundial da moeda americana em razão de uma realização de lucros.

No dia, o índice DXY, que compara a divisa dos EUA a uma cesta de moedas fortes, encerrou o dia em queda de 0,05%, aos 99,95 pontos. O movimento é explicado pelos novos sinais de avanço nas negociações de paz no Irã, o que reduziu os preços internacionais do barril de petróleo e descomprimiu o apetite por risco de mercados emergentes.

Segundo Leonardo Santana, sócio da casa de análise Top Gain, a divulgação de um IGP-DI abaixo das expectativas reforçou a percepção de menor pressão inflacionária doméstica, contribuindo para aliviar as perspectivas para a Selic futura.

“Com as projeções de juros mais comportadas, diminui a atratividade relativa dos títulos americanos, permitindo que parte do capital volte a buscar oportunidades em mercados emergentes como o Brasil. Esse ambiente contribuiu para a valorização da bolsa brasileira e para uma sessão mais positiva dos ativos locais”, ele diz.

O comportamento do câmbio tem sido fortemente influenciado pelo fluxo estrangeiro, diz Marcus Novais, sócio-fundador da Private Investimentos. Com a redução desse fluxo, a tendência é de pressão de alta sobre a moeda, podendo levá-la novamente acima do patamar atual.

“À medida que esse fluxo perde intensidade, a tendência é de maior pressão sobre o câmbio. Com menos recursos ingressando no país, o dólar tende a encontrar suporte em patamares mais elevados, especialmente quando combinado a fatores domésticos que ainda geram preocupação entre os investidores”, conclui.

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