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CNBCWall Street fecha em alta com disparada da SpaceX e alívio no petróleo diante de reabertura em Ormuz

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Dólar sobe com cautela antes de decisões de juros apesar de acordo entre EUA e Irã

Publicado 15/06/2026 • 17:32 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • O acordo de paz entre Estados Unidos e Irã reduziu a aversão ao risco global, derrubou os preços do petróleo e diminuiu a procura pela moeda americana como ativo de proteção.
  • Segundo analistas, a continuidade das negociações no Oriente Médio e o elevado diferencial de juros do Brasil podem favorecer um comportamento mais estável do dólar no curto prazo.
  • Investidores adotaram postura cautelosa antes das decisões de política monetária do Copom e do Federal Reserve, enquanto o real apresentou desempenho inferior ao de outras moedas emergentes, refletindo preocupações com o cenário doméstico.
Dólar swap

Foto: Freepik

O dólar opera em alta no Brasil, acompanhando a valorização da moeda americana e dos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos e da Europa.

A cotação do dólar ante o real encerrou a sessão desta segunda-feira (15) em alta discreta de 0,12%, a R$ 5,06 em um movimento de correção após semanas de volatilidade e de avanço da moeda americana contra vários pares.

Para o economista-chefe da Corano Capital, Bruno Corano, o alívio geopolítico motivado pelo acordo de paz entre Estados Unidos e Irã ditou os rumos dos mercados. Ele explica que a perspectiva de reabertura do Estreito de Ormuz e o cessar-fogo mais amplo derrubaram o preço do petróleo e reduziram a busca por proteção com a divisa americana.

“Do ponto de vista de tendência, enquanto esse cenário de avanço nas negociações de paz se mantiver e o Brasil continuar oferecendo juro real alto, o viés de curto prazo é de dólar um pouco mais comportado contra o real”, ele diz. 

O risco para essa visão, entretanto, seria uma reviravolta no Oriente Médio, ele explica. Outro fator de risco seria uma sinalização de que o Federal Reserve pode tornar o ciclo de aperto monetário mais restritivo, que poderia voltar a fortalecer a moeda americana.

Já André Azevedo, especialista da mesa de operações do Grupo Multiplica, explica que a virada da moeda reflete a cautela dos investidores antes das decisões de juros do Copom e do Fed nesta semana, ao passo que o mercado doméstico passou por uma mudança importante de direção. 

“Com isso, o real apresentou desempenho inferior ao observado em outras moedas de países emergentes no mesmo período, sinalizando uma deterioração mais concentrada na percepção de risco local”.

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