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Petrobras aumenta preço do querosene de aviação em 7,2% em novembro, deixando o litro R$ 0,45 mais caro

Publicado 02/11/2026 • 07:22 | Atualizado há 37 minutos

KEY POINTS

  • Petrobras elevou em 7,2% o preço do querosene de aviação, com alta de R$ 0,45 por litro.
  • Tensões no Oriente Médio e redução do refino na Rússia e na Ucrânia pressionam os preços internacionais.
  • Combustível já representa mais de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, ante 30% antes dos conflitos.
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Petrobras Aviation QAV

A Petrobras aplicou, neste domingo (1), um aumento médio de 7,2% no preço do querosene de aviação (QAV) comercializado com as distribuidoras. Com o reajuste, o litro do combustível ficou R$ 0,45 mais caro em relação ao mês anterior. Utilizado em aviões e helicópteros, o produto também registrou alta em outubro, quando o reajuste médio foi de 11,76%, equivalente a R$ 0,65 por litro.

A estatal atribui a nova elevação à valorização do QAV no mercado internacional, impulsionada pelo agravamento das tensões geopolíticas no Oriente Médio e pela redução da capacidade de refino na Rússia e na Ucrânia em decorrência do conflito entre os dois países.

No Brasil, a Petrobras concentra aproximadamente 85% da produção nacional do combustível. Apesar da participação expressiva da companhia, o setor opera sob livre concorrência, sem restrições à entrada de outras empresas interessadas em produzir ou importar querosene de aviação.

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A política de preços adotada no país também apresenta diferenças em relação à dinâmica internacional. Enquanto os valores no exterior podem sofrer alterações diárias desde o início do conflito no Oriente Médio, no mercado brasileiro os reajustes ocorrem mensalmente, de acordo com uma fórmula paramétrica estabelecida em contrato.

Segundo a Petrobras, esse modelo reduz os efeitos das oscilações de curto prazo nas cotações internacionais. A empresa afirma que, por meio desse mecanismo, as variações acumuladas no Brasil permanecem abaixo das registradas no mercado externo, o que permite aumentos mais moderados no preço do combustível.

A alta do QAV também afeta os custos das companhias aéreas brasileiras. Segundo a Associação Brasileira de Empresas Aéreas, a participação do combustível nas despesas operacionais do setor passou de 30% para mais de 45% desde o início dos conflitos no Oriente Médio.

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