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Klabin vende mais, mas tem prejuízo no 1T26 com queda do dólar e parada para manutenção

Publicado 06/05/2026 • 14:09 | Atualizado há 30 minutos

KEY POINTS

  • Klabin reverte lucro e registra prejuízo de R$ 497 milhões no 1T26 contra ganho de R$ 446 milhões um ano antes.
  • Volume de vendas avançou 12% no trimestre, mas valorização do real frente ao dólar limitou alta da receita líquida a apenas 2%.
  • Investimentos de R$ 839 milhões e parada geral em Monte Alegre pressionaram fluxo de caixa livre, que ficou negativo em R$ 404 milhões.
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A Klabin divulgou nesta quarta-feira (6) os resultados do primeiro trimestre de 2026 registrando prejuízo líquido de R$ 497 milhões. O contraste mais marcante do balanço aparece na confrontação entre dois números do próprio release. Enquanto o volume de vendas, excluindo madeira, subiu 12% na comparação anual, ao alcançar 1,016 milhão de toneladas, a receita líquida consolidada avançou apenas 2%, ao somar R$ 4,9 bilhões.

Por volta das 13h40, as units da companhia KLBN11 caíam 1,5% na B3, sendo negociadas próximas a R$ 17,28, em reação ao desempenho operacional considerado fraco pelo mercado e ao guidance de custo caixa entre R$ 3,2 mil e R$ 3,3 mil por tonelada para 2026.

Leia também: Vulcabras enfrenta pressão de petróleo e reoneração da folha, mas amplia margem no 1T26

Real apreciado corrói receita de exportação da Klabin

A descompressão entre volume e receita tem explicação direta no câmbio. O dólar médio do trimestre foi de R$ 5,26, ante R$ 5,85 no primeiro trimestre de 2025, queda de 10% na comparação anual. O efeito recai sobre uma companhia que tem 35% de sua receita atrelada ao mercado externo e cuja precificação de celulose, kraftliner e fluff é referenciada em moeda estrangeira.

🔍 DXY é o índice que mede a cotação do dólar contra uma cesta de seis moedas fortes. Quando o real se valoriza frente ao dólar, exportadores brasileiros recebem menos reais por cada dólar faturado, o que comprime margens em empresas com forte exposição internacional, como Klabin, Suzano e Vale.

O preço líquido total da celulose recuou 12% em reais, ao passar de R$ 3.994 para R$ 3.515 por tonelada, mesmo com alta de 4% no preço da fibra curta em dólar. A receita do segmento de celulose cresceu apenas 2%, para R$ 1,4 bilhão, apesar do aumento de 16% no volume comercializado, que somou 401 mil toneladas.

Em papéis, o volume avançou 15% e a receita subiu 8%, para R$ 1,7 bilhão. A linha de containerboard registrou expansão de 31% no volume vendido e de 13% na receita, sustentada pela estratégia de diversificação geográfica e pelo redirecionamento da produção para kraftliner. Embalagens fecharam o trimestre com receita de R$ 1,8 bilhão, alta de 6%, com papelão ondulado avançando 9%, impulsionado por alimentos industrializados, higiene, limpeza e frutas.

Parada de Monte Alegre tira R$ 124 milhões do trimestre

O Ebitda ajustado totalizou R$ 1,67 bilhão, com queda de 10% frente ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda recuou de 38% para 34%. Dois fatores explicam o desempenho. O primeiro é a parada geral programada de manutenção da unidade de Monte Alegre, no Paraná, que produz papel-cartão e kraftliner.

A operação durou 14 dias e teve custo direto de R$ 124 milhões, valor 14% superior ao da última parada, realizada no quarto trimestre de 2024. A diferença reflete a inflação do período e o maior escopo de serviços executados em preparação para a nova caldeira de recuperação.

O segundo fator é justamente a apreciação do real. Na ponte de evolução do Ebitda divulgada pela Klabin, o efeito câmbio retirou R$ 215 milhões do indicador, valor idêntico ao impacto negativo do custo dos produtos vendidos no período.

Custo caixa sobe 11% em fibras

O custo caixa total por tonelada, incluindo paradas gerais, atingiu R$ 3.342 no primeiro trimestre, em linha com o R$ 3.335 registrado um ano antes. O custo dos produtos vendidos por tonelada chegou a R$ 2.675, alta de 4%. A linha de fibras avançou 11%, ou R$ 80 por tonelada, reflexo dos custos logísticos e operacionais decorrentes dos eventos climáticos de 2025, que continuam a afetar a operação florestal.

🔍 Custo caixa — Indicador setorial que mede quanto a empresa desembolsa para produzir uma tonelada de papel ou celulose, sem considerar depreciação. Inclui mão de obra, manutenção, fibras, químicos, combustível e energia. Quanto menor, mais competitiva é a operação.

Já o custo caixa de produção de celulose ficou em R$ 1.326 por tonelada, alta de 4% frente ao primeiro trimestre de 2025. A elevação decorreu principalmente do aumento do custo da fibra, parcialmente compensado pela maior receita com venda de energia, de R$ 72 por tonelada, e pela diluição de custo fixo com o maior volume produzido.

Capex sobe 39% e fluxo de caixa fica negativo

Os investimentos somaram R$ 839 milhões no trimestre, alta de 39% sobre o mesmo período de 2025. Do total, R$ 287 milhões foram destinados à silvicultura e à compra de madeira em pé, R$ 285 milhões à continuidade operacional das fábricas, R$ 24 milhões a projetos especiais e R$ 242 milhões à modernização da caldeira de recuperação de Monte Alegre. O guidance formal de capex para 2026 é de R$ 3,3 bilhões.

O fluxo de caixa livre encerrou o trimestre com consumo de R$ 404 milhões. A geração foi pressionada pelo maior desembolso em capex e pela concentração de pagamentos a fornecedores relacionados às paradas gerais de Monte Alegre, em janeiro de 2026, e Ortigueira, em novembro de 2025.

Alavancagem em dólar permanece em 3,3 vezes

O endividamento bruto encerrou março em R$ 32,9 bilhões, redução de R$ 3,9 bilhões frente a dezembro. A queda decorre de pré-pagamentos e amortizações que somaram R$ 1,7 bilhão no período, com destaque para o resgate antecipado dos Green Bonds 2027, no valor de R$ 1,2 bilhão, ou US$ 230 milhões. A valorização do real frente ao dólar gerou efeito favorável de cerca de R$ 1,6 bilhão sobre a dívida em moeda estrangeira.

A relação dívida líquida sobre Ebitda ajustado, medida em dólares, ficou em 3,3 vezes, em linha com o trimestre anterior. Em reais, a alavancagem encerrou em 3,1 vezes, redução de 0,2 vezes. Em 25 de março, a Fitch Ratings reafirmou o rating BB+ na escala global e revisou a perspectiva de estável para positiva, em decisão que reflete a expectativa de desalavancagem sustentada por geração de caixa e política de dividendos mais conservadora.

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