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Drone atinge usina nuclear de Zaporíjia e reacende troca de acusações entre Rússia e Ucrânia

Publicado 31/05/2026 • 09:45 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que um drone atingiu a usina nuclear de Zaporíjia, controlada pela Rússia, sem causar danos aos equipamentos principais da maior instalação nuclear da Europa.
  • A estatal russa Rosatom acusou a Ucrânia de realizar deliberadamente o ataque, enquanto Kiev rejeitou a acusação e afirmou que a versão apresentada por Moscou não tem lógica.
  • Após o incidente, o diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, voltou a alertar para os riscos envolvendo instalações nucleares e afirmou que atacar esses locais é “brincar com fogo”.

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) informou que um drone atingiu a usina nuclear de Zaporíjia, no sul da Ucrânia, ocupada pela Rússia, ampliando as preocupações sobre a segurança da maior instalação nuclear da Europa. O episódio provocou novas acusações entre Moscou e Kiev, que responsabilizam um ao outro por colocar em risco a região.

A operadora russa da usina informou à AIEA que o drone atingiu um edifício de turbinas e abriu um buraco em uma das paredes, sem causar danos aos equipamentos principais da instalação.

Rússia e Ucrânia trocaram acusações após o incidente, enquanto o chefe da AIEA advertiu que qualquer ataque envolvendo instalações nucleares representa um grave risco de segurança.

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A AIEA divulgou a informação após ser comunicada pela administração da usina, controlada pela Rússia desde os primeiros dias da invasão lançada em 2022.

Segundo a agência da ONU, o impacto ocorreu no sábado e atingiu o edifício das turbinas da instalação. A entidade não atribuiu responsabilidade pelo ataque.

Alerta da AIEA

O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, voltou a defender que instalações nucleares sejam mantidas fora de qualquer ação militar. “Não deve haver nenhum tipo de ataque vindo ou direcionado à usina“, afirmou Grossi.

Atacar instalações nucleares é brincar com fogo“, acrescentou.

A usina de Zaporíjia está localizada próxima à linha de frente do conflito, cenário que tem alimentado repetidas acusações de ambos os lados sobre riscos de um eventual acidente nuclear.

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Acusações russas

A estatal nuclear russa Rosatom acusou a Ucrânia de ter realizado deliberadamente o ataque. Segundo a empresa, o drone teria sido controlado por meio de um cabo de fibra óptica, o que, na avaliação da companhia, eliminaria a possibilidade de um impacto acidental.

O diretor-executivo da Rosatom, Alexei Likachev, afirmou que o episódio aumentou o risco de um incidente com consequências mais amplas. “Hoje demos mais um passo em direção a um incidente que pode afetar até mesmo pessoas que vivem muito além das fronteiras da Rússia e da Ucrânia“, declarou à imprensa russa.

A Rosatom informou que o ataque abriu um buraco na parede da sala de máquinas, mas não comprometeu os sistemas centrais da usina.

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Kiev rejeita responsabilidade

O governo ucraniano rejeitou imediatamente as acusações russas. Em comunicado, o Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia afirmou que a versão apresentada por Moscou não faz sentido.

Não está claro por que a Ucrânia atacaria sua própria usina nuclear localizada em seu próprio território, que busca recuperar sob seu controle soberano“, afirmou o ministério.

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Segundo Kiev, as acusações representam “mais uma operação de informação do Estado ocupante“.

Novo ataque relatado

A administração instalada pela Rússia em Zaporíjia informou ainda que a usina teria sido alvo de um segundo ataque com drone neste domingo (31). De acordo com a gestão local, o alvo foi um centro de transporte utilizado para armazenar veículos que levam funcionários até a instalação.

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A administração afirmou que seis ônibus e duas vans foram destruídos no ataque. Segundo os responsáveis pela usina, nenhum funcionário ficou ferido e as operações continuam funcionando normalmente.

Histórico de tensão

As autoridades da região de Zaporíjia, controlada pela Rússia, já haviam acusado a Ucrânia, em abril, de realizar um ataque que teria provocado a morte de um trabalhador do setor de transporte ligado à usina.

Desde o início da guerra, a segurança da instalação nuclear tem sido motivo constante de preocupação internacional, com Rússia e Ucrânia responsabilizando uma à outra por ações que poderiam desencadear uma catástrofe nuclear.

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