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O que o Estreito de Ormuz tem a ver com o acordo de gás entre Rússia e China
Publicado 25/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 25/05/2026 • 19:00 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: AFP
O que o estreito de Ormuz tem a ver com o acordo de gás entre Rússia e China
A aproximação entre Rússia e China voltou ao centro do debate internacional após um novo encontro entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o líder chinês, Xi Jinping, em Pequim. Embora os dois governos tenham reforçado a parceria estratégica em diversas áreas, o principal assunto da reunião foi o projeto do gasoduto “Força da Sibéria 2”, que surge como alternativa ao Estreito de Ormuz.
O tema ganhou força em meio à crise energética causada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. O conflito tem afetado diretamente o transporte global de petróleo e gás natural liquefeito, além de também aumentar a preocupação da China com sua segurança energética.
De acordo com a CNBC, o assessor de política externa do Kremlin, Yuri Ushakov, afirmou antes do encontro que o projeto seria discutido “em detalhes” entre Putin e Xi Jinping.
O plano prevê a construção de 2.600 quilômetros para transportar 50 bilhões de metros cúbicos de gás por ano na região de Yamal, na Rússia, até a China, passando pela Mongólia.

Além disso, Moscou e Pequim já haviam assinado um memorando em 2025 para avançar as obras do gasoduto. Mesmo assim, os dois lados ainda tentam finalizar pontos considerados essenciais, como preços, financiamentos e cronograma de entrega.
Entretanto, as negociações seguem travadas, principalmente por causa do valor do gás. Segundo relatos, a China quer pagar tarifas próximas às cobradas no mercado interno russo, entre US$ 120 e US$ 130 por 1.000 metros cúbicos. Já Moscou busca condições parecidas com as do Força da Sibéria 1, que teria preço mais que o dobro desse patamar, segundo estimativas de analistas.
A ligação entre o Estreito de Hormuz e o projeto de gás entre Rússia e China passa diretamente pela segurança energética chinesa, conforme citado.
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Siga o Times | CNBCA guerra entre Estados Unidos e Irã no fim de fevereiro deste ano provocou o primeiro fechamento do estreito e interrompeu metade das importações de petróleo da China e quase um terço do fornecimento chinês de gás natural liquefeito.
O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do planeta para o transporte de petróleo e gás. Por isso, qualquer bloqueio na região gera impacto imediato nos preços globais da energia e no abastecimento de países dependentes de importações.
Com a sequência das tensões no Oriente Médio, Pequim passou a enxergar o Força da Sibéria 2 como uma alternativa para reduzir sua dependência das rotas marítimas.
Diferentemente dos navios que cruzam Ormuz, o gasoduto faria o transporte diretamente por terra entre Rússia e China.
Leia também: Petróleo cai após avanços diplomáticos entre EUA e Irã reduzirem tensão no Oriente Médio
Apesar das tratativas do gasoduto envolverem a Rússia e a China, a ideia de diminuir a dependência do Estreito de Ormuz não é exclusivamente dos dois países.
Mesmo estando diretamente ligada à guerra no Oriente Médio, os Estados Unidos também estudam uma outra alternativa de transporte dos materiais essenciais.
Entretanto, a distância entre o país americano também é um impasse para desenvolver uma segunda alternativa. Em meio ao bloqueio de Ormuz, o Estreito de Bab al-Mandab chegou a ser utilizado como uma rota alternativa, mas o local não possuía a mesma eficácia do Estreito de Ormuz.
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