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Rússia aprova lei que permite ao banco central derrubar drones com sistema próprio de defesa
Publicado 27/05/2026 • 08:54 | Atualizado há 3 semanas
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Publicado 27/05/2026 • 08:54 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Vladimir Putin
A Rússia aprovou uma lei que autoriza seu banco central e outras instituições financeiras a repelirem ataques de drones utilizando seus próprios sistemas de defesa, em meio às dificuldades do país para se proteger de ofensivas ucranianas.
A legislação, aprovada na terça-feira pela câmara baixa do Parlamento russo, permitirá que funcionários do banco central da Rússia sejam armados e operem sistemas de defesa utilizados para derrubar veículos aéreos não tripulados (UAVs, na sigla em inglês) sem a participação de forças especiais.
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As Forças Armadas da Ucrânia têm apostado cada vez mais em ataques com drones de longo alcance, ampliando a pressão sobre a capacidade russa de proteger seu extenso espaço aéreo.
O maior banco russo, Sberbank, a Associação Russa de Coleta de Dinheiro — maior transportadora de dinheiro e objetos de valor do país — e o Serviço Postal Especial, responsável pelo transporte de correspondências estatais classificadas e ultrassecretas, estão entre as instituições autorizadas a administrar suas próprias operações de defesa contra drones, informou a agência de notícias RBC na terça-feira.
Segundo a RBC, citando a nova legislação aprovada pela Duma Estatal, os funcionários estarão “autorizados a impedir a operação de veículos aéreos não tripulados, embarcações submarinas e de superfície, veículos autônomos e outros sistemas automatizados não tripulados”.
Esse direito poderá ser utilizado para repelir ataques contra instalações protegidas ou neutralizar ameaças a funcionários e outras pessoas presentes nesses locais.
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As ofensivas poderão ser impedidas por meio de interferência eletrônica, bloqueio ou alteração de sinais de controle remoto dos drones, interferência em seus sistemas de comando e até danos ou destruição dos aparelhos.
Rússia e Ucrânia negam deliberadamente atingir infraestruturas civis durante a guerra, iniciada em fevereiro de 2022. No entanto, diversos episódios de ataques a instalações e estruturas críticas já foram registrados em ambos os países, além da intensificação de ações de guerra cibernética.
O presidente do Comitê de Mercados Financeiros da Duma Estatal, Anatoly Aksakov, um dos autores da nova lei, afirmou à RBC Radio que sistemas antidrones serão instalados próximos a instalações estratégicas e que os funcionários receberão armamento.
“Primeiramente, serão utilizados sistemas de interferência para dificultar que os drones identifiquem e ataquem os alvos pretendidos (…) Além disso, também utilizaremos meios para derrubar esses drones, protegendo os locais relevantes”, declarou.
Ele acrescentou que as próprias instituições serão responsáveis pelos custos dos sistemas de defesa.
“Se for o banco central, o banco central pagará; se for o Sberbank, o Sberbank pagará”, afirmou Aksakov.
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Seguir no GoogleCom os Estados Unidos concentrados em sua própria operação militar contra o Irã, os esforços para levar Moscou e Kiev à mesa de negociações parecem ter perdido força, enquanto a escala do conflito indica sinais de escalada.
Leia também: Rússia testa míssil nuclear Sarmat após fim de tratado atômico com os EUA
A Rússia afirmou na terça-feira que o governo alertou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, para retirar diplomatas e cidadãos dos Estados Unidos de Kiev, diante do planejamento de novos ataques à capital ucraniana.
Segundo o governo russo, o ministro das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, informou oficialmente Washington durante conversa com Rubio na segunda-feira que Moscou iniciaria ataques “sistemáticos e consistentes” contra instalações militares ucranianas — com foco em estruturas destinadas ao desenvolvimento, fabricação e programação de drones — além do que o governo russo classificou como “centros de tomada de decisão”.
A CNBC procurou os governos dos Estados Unidos e da Ucrânia para comentar o assunto.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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