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Escalada entre Irã e EUA preocupa comunidade internacional, diz acadêmico
Publicado 13/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 13/05/2026 • 23:59 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A ameaça do Irã de enriquecer urânio a 90% em resposta a possíveis novos ataques dos Estados Unidos coloca em risco o avanço das negociações diplomáticas globais.
Danilo Porfirio, professor de direito e relações internacionais, avalia que o governo iraniano está utilizando recursos de pressão extrema para tentar forçar uma composição de cessar-fogo favorável aos seus interesses econômicos: “O Irã está tendo dificuldade para escoar a sua produção de petróleo e começa a utilizar de recursos ameaçadores, ou se você preferir, de chantagem, para que as condições iranianas sejam consideradas pelos norte-americanos”, afirmou ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.
De acordo com o acadêmico, uma postura de endurecimento pode acabar isolando o país e fortalecendo discursos em favor de coalizões militares no Ocidente e no Oriente Médio.
Para ele, essa medida pode ser arriscada e resultar na perda de apoio internacional, inclusive contribuindo para a formação de uma coalizão baseada na ideia de que um Irã com armas nucleares representaria uma ameaça a Israel, aos países sunitas, à Europa e até aos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCA movimentação militar já é visível na região do Estreito de Ormuz, com a presença de potências europeias que anteriormente mantinham uma postura mais cautelosa.
Porfírio ponderou que já é possível notar um aumento da presença europeia na região: a França enviou fragatas e, agora, o Reino Unido deslocou um destroyer. Segundo ele, a questão é até que ponto essas ameaças não podem acabar sendo contrárias ao próprio interesse iraniano.
“Falar que o programa nuclear iraniano tem fins pacíficos é um equívoco; sempre houve o intuito de se criar um artifício nuclear, inclusive lembrando que o Irã já possui mísseis intercontinentais e capacidade para bombas sujas”, alertou.
A preocupação global também passa pelo custo de contenção dessa escalada, com o mercado monitorando o impacto em ativos de defesa que superam os US$ 500 milhões (R$ 2,5 bilhões). “Observemos o apoio da China, que não gosta de conflitos pois não são bons para os negócios, e a reação dos europeus diante dessa nova corrida armamentista que pode reordenar o palco mundial”, concluiu o entrevistado.
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