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China e EUA buscam trégua comercial e estabilidade geopolítica em encontro entre Xi e Trump, diz especialista
Publicado 13/05/2026 • 12:02 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 13/05/2026 • 12:02 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
O encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping nesta semana deve marcar uma tentativa de ampliar a aproximação comercial entre Estados Unidos e China, ao mesmo tempo em que os dois países buscam reduzir tensões geopolíticas envolvendo temas como Irã, Taiwan, inteligência artificial e guerra tarifária. Para o especialista em Geografia e Relações Internacionais Ricardo Luigi, a reunião representa um movimento importante para estabilizar o ambiente econômico global e reduzir incertezas que vêm pressionando mercados e cadeias produtivas.
Luigi explicou que o encontro praticamente afasta a possibilidade de retomada imediata da guerra comercial entre as duas maiores economias do planeta. “É uma boa notícia para o mundo todo, inclusive para o Brasil, porque esse encontro parece afastar de vez as perspectivas daquela guerra comercial e tarifária travada de forma muito rígida entre Estados Unidos e China”, afirmou nesta quarta-feira (13) durante entrevista ao Real Time, jornal do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Segundo ele, a presença de executivos das principais empresas americanas na comitiva de Trump reforça que o foco central das negociações será econômico. “Os Estados Unidos têm interesse em fazer negócios com a China e não poderia ser diferente. A China é hoje a fábrica e o shopping do mundo”, destacou.
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O especialista ressaltou que a China se consolidou como principal parceira comercial de grande parte do planeta. “Hoje a China é o principal parceiro comercial de 157 países do mundo”, observou. Para Luigi, esse cenário torna inevitável a manutenção de relações comerciais mais pragmáticas entre Pequim e Washington.
Apesar da ênfase comercial defendida pela Casa Branca, Ricardo Luigi afirmou que os temas geopolíticos inevitavelmente estarão no centro das conversas entre Trump e Xi Jinping. “Não tem como deixar de lado os grandes temas da geopolítica mundial”, pontuou.
Segundo ele, a China possui papel estratégico no conflito envolvendo o Irã por ser um dos principais compradores de petróleo iraniano e um dos parceiros mais relevantes de Teerã. “A China tem um potencial enorme para ajudar Donald Trump a finalizar essa guerra”, explicou.
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Luigi afirmou que a estabilidade geopolítica passou a ser condição fundamental para a retomada mais consistente dos negócios globais. “A instabilidade internacional prejudica a todos. A maior parte dos países enfrenta inflação, juros elevados e alta de preços ampliadas pela guerra no Irã”, ressaltou.
Na avaliação do especialista, além dos acordos comerciais, os dois governos devem tentar construir compromissos diplomáticos paralelos capazes de reduzir tensões internacionais. “É necessário criar um ambiente saudável de negócios, e isso passa pela estabilização geopolítica”, afirmou.
Ricardo Luigi também destacou que temas ligados à indústria tecnológica devem ocupar posição central nas negociações, especialmente a disputa global por semicondutores e inteligência artificial. “É capaz que saia desse encontro algum tipo de regulação em relação à inteligência artificial”, observou.
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Segundo ele, a participação de executivos das Big Techs americanas, incluindo representantes do setor de chips, evidencia a importância econômica e estratégica dessas discussões. “A presença dos dirigentes das grandes corporações tecnológicas demonstra o peso da indústria de semicondutores nesse encontro”, destacou.
O especialista afirmou ainda que a China deve pressionar os Estados Unidos em relação ao apoio militar a Taiwan. Para Pequim, um dos principais ganhos geopolíticos da reunião seria o fortalecimento da política de “Uma só China”. “Os Estados Unidos precisariam vender menos armas para Taiwan e ser mais enfáticos no não apoio à independência completa da ilha”, explicou.
Já para Washington, Luigi acredita que o principal objetivo político será ampliar a pressão chinesa sobre o Irã para acelerar negociações de paz. “Do lado americano, o maior ganho seria o apoio aberto da China ao fim da guerra do Irã”, afirmou.
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Na avaliação de Ricardo Luigi, uma das principais diferenças entre os dois países está no horizonte estratégico adotado por cada governo. Segundo ele, enquanto os Estados Unidos operam com foco mais imediato, a China trabalha com planejamento de longo prazo.
“A China pensa em políticas de Estado até 2030 e 2050, enquanto os Estados Unidos estão mais focados em políticas de governo e resultados imediatos”, afirmou. O especialista avaliou que essa diferença pode influenciar diretamente o ritmo e o alcance dos acordos negociados entre Xi Jinping e Donald Trump.
Apesar das divergências, Luigi considera possível que os dois países avancem em compromissos diplomáticos e econômicos capazes de reduzir tensões internacionais. “É possível que a China assuma um compromisso maior para o fim da guerra no Irã”, concluiu.
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