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Conflito no Oriente Médio encarece viagens; entenda o impacto
Publicado 12/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 12/05/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 dias
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Foto: Pixabay
Conflito no Oriente Médio encarece viagens; entenda o impacto
O agravamento do conflito no Oriente Médio em 28 de fevereiro de 2026 provocou um novo choque no mercado global de energia e já impacta diretamente o preço das passagens aéreas.
O principal motivo está na crise do combustível de aviação, afetado pela paralisação parcial das rotas marítimas no Estreito de Ormuz, área estratégica por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, de acordo com a IATA.
Com a redução drástica do tráfego de navios-tanque na região, companhias aéreas, refinarias e distribuidoras enfrentam dificuldades para garantir o abastecimento de querosene de aviação, combustível essencial para o transporte aéreo. O efeito imediato foi a alta nos custos operacionais das empresas e o repasse para os consumidores.
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O Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã, é uma das rotas marítimas mais importantes do planeta para o comércio de petróleo. Desde o avanço do conflito, o fluxo de embarcações caiu entre 70% e 80%, segundo dados do setor energético.
Além dos riscos militares na região, os custos de seguro dispararam. Muitas transportadoras passaram a evitar o trajeto, enquanto outras adotaram rotas mais longas para fugir das áreas de tensão. Isso aumentou o tempo de entrega e elevou o preço do transporte marítimo.
Como consequência, derivados refinados do petróleo, entre eles o querosene de aviação, ficaram mais caros e mais difíceis de encontrar em alguns mercados.
A Europa aparece entre as regiões mais vulneráveis neste momento porque depende fortemente do combustível vindo do Golfo Pérsico. Estimativas apontam que entre 25% e 30% da demanda europeia por querosene de aviação tem origem naquela região.
O problema se agravou porque os estoques comerciais disponíveis no continente equivalem a pouco mais de um mês de consumo. Isso reduz a margem de segurança diante de uma interrupção prolongada.
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Ao mesmo tempo, possíveis fornecedores alternativos enfrentam limitações. Índia e China, por exemplo, também dependem fortemente do petróleo transportado pelas rotas asiáticas e possuem prioridades internas de abastecimento.
O combustível representa uma das maiores despesas das companhias aéreas. Quando o preço do querosene sobe rapidamente, as empresas tendem a reajustar tarifas para compensar o aumento dos custos.
Além do combustível mais caro, as rotas alternativas adotadas por cargueiros e petroleiros elevaram despesas logísticas em toda a cadeia de abastecimento. O desvio pelo Cabo da Boa Esperança, no sul da África, aumentou distâncias e prazos de transporte.
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No setor aéreo, isso significa operações mais caras, pressão sobre margens financeiras e tendência de encarecimento das viagens internacionais.
Especialistas do mercado avaliam que destinos europeus e rotas de longa distância podem sentir os efeitos primeiro, principalmente em períodos de alta demanda.
A situação também revelou um problema estrutural da aviação mundial. Diferentemente de outros setores da economia, as companhias aéreas ainda possuem pouca capacidade de substituir o querosene convencional em larga escala.
Isso torna o transporte aéreo extremamente sensível a crises geopolíticas envolvendo petróleo e logística marítima.
Governos e empresas passaram a discutir medidas para aumentar a segurança energética do setor, incluindo a criação de reservas estratégicas específicas para combustível de aviação e a ampliação de fornecedores.
A crise também acelerou o debate sobre combustíveis sustentáveis de aviação, conhecidos como SAF. A indústria considera que ampliar a produção desses combustíveis pode reduzir a dependência das rotas tradicionais de petróleo no futuro.
Outra prioridade é fortalecer a cadeia global de abastecimento para evitar que conflitos regionais provoquem impactos tão amplos no transporte internacional.
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Enquanto isso, passageiros ao redor do mundo já começam a sentir no bolso os efeitos da instabilidade no Oriente Médio.
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