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Estados Unidos ampliam sanções contra redes ligadas ao Hezbollah em meio a tensões no Líbano

Publicado 18/06/2026 • 22:27 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • As ações atingem indivíduos e empresas acusados de financiar operações do Hezbollah e de usar influência política para dificultar processos de paz e o desarmamento no Líbano.
  • Entre os alvos estão o empresário Alaa Hassan Hamieh e associados em países como Líbano, Síria, Iraque e Omã, além de figuras políticas e financeiras ligadas ao grupo.
  • As sanções bloqueiam bens sob jurisdição dos EUA e proíbem transações com os sancionados, enquanto continuam relatos de confrontos entre Hezbollah e forças israelenses no sul do Líbano.

Foto: AFP

O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (18) novas sanções contra autoridades libanesas que seriam alinhadas ao Hezbollah, além de expandir medidas contra integrantes de uma rede empresarial associada ao grupo. O anúncio acontece em meio a hostilidades entre o Hezbollah e Israel no Líbano.

As medidas econômicas contra o Hezbollah, segundo o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês), atingem alvos que, na avaliação de Washington, utilizaram sua influência política para dificultar o processo de paz no Líbano e atrasar o desarmamento do Hezbollah.

O Tesouro ampliou as sanções impostas em março deste ano ao empresário Alaa Hassan Hamieh, também conhecido como Alaa Hamieh. Empresas ligadas ao empresário foram sancionadas, atingindo novos intermediários no Líbano, Síria, Iraque e Omã que arrecadam fundos, executam contratos e operam empresas de fachada para gerar receita para o Hezbollah.

Além disso, também foram alvos das sanções o líder do Movimento Marada, Sleiman Antoine Frangie, acusado pelos EUA de ter recebido suporte financeiro do Hezbollah em troca de apoio político durante eleições parlamentares no Líbano. Além dele, o vice-chefe do conselho político do Hezbollah Mahmoud Qamati foi apontado como responsável por coordenar o contrabando de dinheiro proveniente do Irã para o grupo.

“O Departamento do Tesouro continuará visando as redes financeiras do Hezbollah e a responsabilizar aqueles que permitem ao grupo minar o Estado libanês e ameaçar as perspectivas de uma paz duradoura”, afirmou o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent.

Com a medida, todos os bens dos indivíduos e entidades sancionados que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de cidadãos americanos ficam bloqueados. As regras também proíbem transações envolvendo os alvos das sanções por pessoas ou empresas dos EUA.

Segundo a agência de notícias Fars, o Hezbollah afirmou ter realizado uma série de retaliações contra ofensivas de Israel ao sul do Líbano. Na manhã de hoje, equipamentos militares foram alvejados pelo grupo. As ações fariam parte da operação “Ashura” segundo o portal Shafaqna, em resposta à “violação do cessar-fogo” por parte de Israel.

Ainda nesta quinta-feira, as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) publicaram um mapa das ações em território libanês.

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