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Petróleo

Petróleo sobe no dia, mas acumula forte queda na semana à espera de acordo sobre Ormuz

Publicado 07/08/2026 • 17:10 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Preços do petróleo avançaram nesta sexta-feira, mas encerraram a semana com perdas superiores a 5% diante do otimismo sobre Ormuz.
  • Mercado reagiu ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã e ao cenário de segurança no Oriente Médio.
  • Estoques globais reduzidos e recuperação da demanda chinesa seguem no radar dos investidores do setor.
Entenda por que a estratégia dos EUA elevou o risco para o petróleo mundial

Foto: unspalsh

Os contratos internacionais de petróleo encerraram a sexta-feira (7) em alta, recuperando parte das perdas recentes, mas não evitaram um desempenho semanal negativo. A expectativa de um acordo entre Estados Unidos e Irã para restabelecer a navegação no Estreito de Ormuz continuou pressionando as cotações ao longo da semana, levando os dois principais contratos da commodity a acumularem perdas expressivas.

Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato do WTI para setembro avançou 1,15%, com ganho de US$ 0,89, encerrando o pregão a US$ 78,18 por barril.

Já o Brent para outubro, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), em Londres, subiu 1,29%, equivalente a US$ 1,06, fechando cotado a US$ 83,55 por barril. No acumulado da semana, porém, o WTI recuou 7,6%, enquanto o Brent perdeu 4,98%.

Negociações seguem sem definição

As conversas entre Washington e Teerã perderam força nos últimos dias da semana, em meio ao aumento das tensões na região. Relatos de confrontos na fronteira do Iêmen e da intensificação das ações dos houthis contra a Arábia Saudita, no Mar Vermelho, elevaram a cautela dos investidores.

Mesmo assim, o mercado continua acompanhando de perto as tratativas para reorganizar o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de exportação de petróleo do mundo. No início da semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que um acordo poderia ser anunciado “nos próximos dias”, mas, até o fechamento desta sexta-feira, não havia confirmação.

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Dados da Kpler mostraram que o fluxo de embarcações pelo Estreito de Ormuz caiu 33% em relação ao dia anterior, com predominância de navios utilizando a rota pelo lado iraniano. Ao mesmo tempo, o movimento no estreito de Bab el-Mandeb cresceu 18%, totalizando 26 travessias confirmadas.

Estoques apertados e demanda chinesa

Para a analista de energia da Baringa, Ellen Fraser, o mercado permanece vulnerável porque o principal fator de equilíbrio da oferta mundial tem sido o nível dos estoques.

“Esse colchão está se deteriorando, e os estoques estão no menor nível em uma década”, afirmou.

Outro fator acompanhado pelos investidores foi a recuperação das importações de petróleo da China. Segundo a Bloomberg, as compras chinesas cresceram no mês passado após atingirem níveis próximos das mínimas em quase dez anos.

O aumento dos embarques pelo Estreito de Ormuz e a decisão das refinarias chinesas de ampliar as aquisições de produtores fora do Oriente Médio, incluindo a Rússia, contribuíram para a retomada da demanda pela commodity.

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