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EUA: 65% desaprovam atuação de Trump no Irã; aprovação geral permanece em 37%
Publicado 19/06/2026 • 12:24 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 19/06/2026 • 12:24 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Reprodução Casa Branca / YouTube
Presidente dos Estados Unidos. Donald Trump, discursando durante o Fórum Econômico Mundial, no dia 21 de janeiro de 2026.
A maioria dos americanos continua a desaprovar a forma como o presidente Donald Trump está lidando com o Irã, mesmo após o surgimento de um acordo preliminar para encerrar os combates, enquanto sua aprovação geral no cargo permanece estável, segundo nova pesquisa AP-NORC.
O levantamento ressalta a impopularidade, entre os americanos, da guerra de três meses com o Irã, mesmo após Trump mudar abruptamente de ameaças a Teerã para a retomada das negociações. A avaliação é fortemente partidária: 65% dos adultos nos EUA desaprovam a condução do tema Irã. Entre democratas e independentes, a reprovação é ampla, enquanto apenas 28% dos republicanos se dizem insatisfeitos.
A avaliação do presidente no tema Irã é semelhante à sua popularidade geral: a aprovação de Trump no cargo é de 37%, a mesma registrada na pesquisa AP-NORC de maio.
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A sondagem foi feita de 11 a 17 de junho, logo após Trump recuar de ameaças de escalar o conflito. O levantamento foi a campo enquanto ele anunciava um acordo com o Irã e autorizava o fim do bloqueio naval dos EUA no Estreito de Ormuz, tendo sido concluído pouco antes da assinatura do pacto na quarta-feira.
A aprovação da atuação de Trump no Irã segue baixa, e entrevistas indicam que parte dos republicanos também ficou descontente com o acordo, que concede benefício imediato ao Irã ao permitir que o país volte a vender petróleo livremente.
O acordo reabre o estreito sem cobrança de pedágios por dois meses, retoma as conversas entre EUA e Irã sobre o programa nuclear de Teerã e prevê a diluição do estoque iraniano de urânio altamente enriquecido.
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Siga o Times | CNBCDavid Farrington, independente de 79 anos com inclinação republicana em Fort Worth (Texas), disse não ter “nenhuma simpatia” pelo Irã, mas afirmou estar frustrado porque o pacto se concentrou no estreito e não trouxe avanços mais claros sobre o programa nuclear. “Qualquer acordo sobre o estreito dificilmente é o que eu consideraria uma concessão reconhecível por parte do Irã”, disse. “Então, considero isso um enfeite, que tenta fazer o acordo parecer melhor do que é.”
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Na nova pesquisa, cerca de um terço dos adultos aprova como Trump está lidando com o Irã, em linha com maio. Donald McBride, independente de 28 anos em Plano (Texas), disse estar frustrado porque Trump não cumpriu a promessa de campanha de manter os EUA fora de guerras no exterior. Ele votou em Trump, mas se opôs ao conflito com o Irã. “Eu gostaria que a guerra acabasse”, disse. “O objetivo original era derrubar o regime iraniano, e isso simplesmente não é possível. Eu não sei por que continuaríamos lutando.”
A pesquisa indica que a maioria quer encerrar a ação no Irã. Mesmo com um acordo no horizonte, 53% afirmaram que a ação militar dos EUA “foi longe demais”, ante 59% em março. Entre republicanos, cerca de quatro em cada 10 disseram que a ação foi “mais ou menos adequada”, e 37% avaliaram que ela não foi longe o suficiente.
Sobre Israel, 34% aprovam a condução de Trump. As tensões entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, aumentaram após o presidente criticar ataques israelenses recentes no Líbano, que colocaram em risco as negociações entre Washington e Teerã. James Huffman, republicano de 69 anos em Medway (Ohio), disse achar a estratégia de Trump equivocada: “Netanyahu não vai fazer tudo o que Trump quer. Ele vai fazer o que ele quer”.
Na economia, cerca de um terço aprova a abordagem de Trump, em linha com o mês passado. Joan Jones, independente de 64 anos no noroeste da Flórida, disse ver sinais de força na demanda e afirmou que as políticas de Trump ajudam a economia. Já Patricia Bailey, republicana de 42 anos em Parkersburg (Virgínia Ocidental), afirmou que os preços “saíram do controle” e disse sentir-se decepcionada. “Acho que ele ficou tão distraído com a guerra que esqueceu algumas promessas antigas”, disse.
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