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EUA devem transferir drones Reaper da África para a América do Sul em ações contra o narcotráfico
Publicado 18/09/2026 • 21:22 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/09/2026 • 21:22 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
As Forças Armadas dos Estados Unidos devem transferir drones MQ-9 Reaper da África para a América do Sul como parte dos preparativos para novas operações contra o narcotráfico na região. A informação foi divulgada pela CNN, com base em relatos de seis pessoas familiarizadas com o planejamento.
Os MQ-9 Reaper são utilizados principalmente para vigilância e ataques. Ainda não está definido quantas aeronaves serão deslocadas do Comando Africano para o Comando Sul dos EUA, responsável pelas operações militares americanas na América do Sul. Uma das fontes ouvidas pela CNN afirmou que a transferência envolveria a “maioria” dos equipamentos atualmente disponíveis na África.
A movimentação ocorre depois que os EUA ampliaram sua presença militar no Caribe. Em 2025, Washington enviou para a região equipamentos que incluíam caças F-35, pelo menos um avião AC-130 e outros recursos militares, em uma campanha voltada contra supostas embarcações utilizadas pelo tráfico de drogas.
Segundo fontes ouvidas pela emissora, o deslocamento dos drones está relacionado a operações planejadas contra narcotráfico e terrorismo, incluindo possíveis ações no Equador. O país, liderado pelo presidente Daniel Noboa, já iniciou neste ano operações militares conjuntas com os Estados Unidos contra organizações classificadas como terroristas. Também existe uma discussão interna sobre a possibilidade de parte dos MQ-9 ser enviada ao Oriente Médio, depois de os EUA terem perdido recursos militares durante a guerra contra o Irã.
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Siga o Times | CNBCA movimentação ocorre dentro de uma estratégia mais ampla do governo de Donald Trump para ampliar as operações de segurança no hemisfério ocidental. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, colocou a proteção do território americano e do “hemisfério ocidental” como a principal prioridade do Pentágono na Estratégia de Defesa Nacional divulgada em janeiro.
O Pentágono não comentou as informações divulgadas pela CNN.
A emissora também informou anteriormente que o governo Trump elaborou, em 2025, um parecer jurídico confidencial que buscava justificar ataques letais contra uma lista de cartéis e suspeitos de tráfico de drogas. Segundo a CNN, o documento elaborado pelo Escritório de Assessoria Jurídica do Departamento de Justiça argumentava que o presidente poderia autorizar o uso de força letal contra grupos considerados uma ameaça iminente aos americanos.
Em agosto, durante uma conferência conjunta no Panamá, Hegseth citou Equador, Honduras, Guatemala, Jamaica e Colômbia como parceiros dos Estados Unidos e destacou convites para participação americana em operações militares contra grupos que o governo classifica como “narcoterroristas”.
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