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EUA indiciam fabricantes chineses de contêineres por cartel e manipulação de preços na pandemia

Publicado 20/05/2026 • 13:16 | Atualizado há 8 minutos

KEY POINTS

  • As quatro empresas teriam atuado em conluio para reduzir a produção de contêineres e elevar os preços.
  • As companhias respondem por quase a totalidade dos contêineres padrão utilizados no transporte marítimo mundial.
  • A China provavelmente verá as acusações como “interferência extraterritorial ilegal”, afirmou um economista.

Pixnio

Bandeira da China.

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos indiciou quatro gigantes chinesas do setor de transporte marítimo por conspirarem para restringir a produção de contêineres com o objetivo de elevar preços durante a pandemia.

Trata-se de uma das ações antitruste mais relevantes movidas contra empresas chinesas nos últimos anos, em um momento em que os dois países buscam estabilizar as relações bilaterais.

A China International Marine Containers (CIMC), a Singamas Container Holdings, a Shanghai Universal Logistics Equipment e a CXIC Group Containers teriam atuado em conjunto para reduzir a produção de contêineres entre novembro de 2019 e o início de 2024, pressionando os preços para cima, segundo comunicado divulgado na terça-feira pelo Departamento de Justiça dos EUA.

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“A conspiração, que durou vários anos, praticamente dobrou os preços dos contêineres padrão de transporte marítimo entre 2019 e 2021, aumentando em aproximadamente cem vezes os lucros dos fabricantes durante a pandemia de Covid-19 e a crise global da cadeia de suprimentos”, afirmou o órgão.

As quatro empresas citadas não responderam imediatamente aos pedidos de comentário feitos pela CNBC.

A denúncia, que menciona conversas corporativas e e-mails, também acusa sete executivos das companhias, incluindo o diretor de marketing da Singamas Container Holdings. Ele foi preso na França em abril e atualmente aguarda extradição para os Estados Unidos, segundo o comunicado.

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O Departamento de Justiça informou que diversos “conspiradores” concordaram em limitar turnos de produção, instalar câmeras de vigilância para monitorar o cumprimento do acordo, proibir a construção de novas fábricas e impor penalidades a membros que ultrapassassem os tetos de produção estabelecidos.

De acordo com o órgão, as empresas envolvidas respondem coletivamente por 95% da produção mundial de contêineres padrão não refrigerados.

A denúncia foi apresentada em janeiro na Corte Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte da Califórnia e teve seu conteúdo tornado público pelo governo norte-americano na terça-feira.

As ações da CIMC e da Singamas, listadas na Bolsa de Hong Kong, recuaram 1,5% e 1,6%, respectivamente, na quarta-feira.

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A China deve interpretar a acusação como mais um caso de “jurisdição extraterritorial ilegal” por parte de governos estrangeiros, afirmou Tianchen Xu, economista sênior da Economist Intelligence Unit, em referência a um conjunto de leis domésticas criadas para responder a esse tipo de restrição.

Embora Washington e Pequim tenham buscado estabilizar as relações após a cúpula realizada na capital chinesa na semana passada, o presidente Donald Trump tem autoridade limitada sobre o Judiciário independente, acrescentou Xu.

O Departamento de Justiça pode estar tentando ampliar sua lista de sanções para incluir mais empresas chinesas, mas avançar contra companhias de Pequim pode comprometer qualquer perspectiva de uma visita do líder chinês Xi Jinping aos Estados Unidos em setembro, afirmou Dan Wang, diretor para a China do Eurasia Group.

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