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EUA negam que missão ao Brasil buscasse interferir nas eleições
Publicado 25/07/2026 • 21:52 | Atualizado há 44 minutos
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Publicado 25/07/2026 • 21:52 | Atualizado há 44 minutos
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Donald Trump ao lado da bandeira dos Estados Unidos
Reprodução Instagram
O Departamento de Estado dos Estados Unidos negou neste sábado (25) que a visita de dois funcionários americanos ao Brasil tivesse o objetivo de interferir nas eleições presidenciais de outubro.
A manifestação ocorreu após o governo brasileiro negar os vistos de entrada dos dois integrantes da pasta. Segundo um porta-voz do Departamento de Estado, eles pretendiam visitar Brasília entre os dias 27 e 30 de julho para discutir integridade eleitoral e liberdade de expressão.
A agenda incluiria reuniões com integrantes do governo, líderes religiosos e representantes da sociedade civil.
“Qualquer insinuação de uma ‘manobra’ para minar as eleições de uma nação democrática é uma mentira sem fundamentos”, afirmou o porta-voz à AFP.
O representante do governo americano classificou a missão como uma “visita de rotina”.
Os funcionários que tiveram os vistos negados são Riley Barnes e Samuel Samson, integrantes do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado, comandado pelo secretário Marco Rubio.
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O pedido de visto foi apresentado pelos Estados Unidos em 20 de julho. Segundo uma fonte diplomática brasileira, a missão foi descrita oficialmente como uma agenda sobre liberdade de expressão relacionada às eleições.
O governo brasileiro, porém, avaliou que havia risco de instrumentalização política da visita.
A desconfiança aumentou porque os pedidos foram feitos perto da data de uma reunião entre o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e diplomatas estrangeiros.
No encontro, realizado em 21 de julho, Flávio voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas com argumentos que já haviam sido rejeitados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
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Siga o Times | CNBCDiante desse cenário, a representação diplomática brasileira decidiu negar os vistos.
O Tribunal Superior Eleitoral informou que sua área internacional foi procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar da visita de integrantes do governo americano.
Segundo a Corte, no entanto, a representação diplomática não informou qual seria o tema da agenda. A reunião também não foi marcada por causa do recesso do Judiciário.
Em 16 de junho, o presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques, reuniu-se com 25 embaixadores para explicar o funcionamento e os mecanismos de segurança do sistema eletrônico de votação.
Um novo encontro com representantes estrangeiros está previsto para 17 de agosto, na sede do tribunal. A diplomacia dos Estados Unidos será convidada, assim como os demais países com representação no Brasil.
Leia também: Visto negado: quem são os funcionários de Rubio que viriam ao Brasil para questionar urnas eletrônicas
Sem citar diretamente a negativa dos vistos, o presidente Lula afirmou neste sábado que o Brasil não aceitará interferência estrangeira no processo eleitoral.
“Quem quiser vir de fora se meter nas eleições brasileiras, meter o bedelho nas eleições brasileiras, eles vão apanhar muito”, declarou durante a convenção do PT que oficializou a candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo, em Campinas.
Lula também defendeu a soberania nacional e afirmou que os brasileiros devem ser responsáveis pela escolha de seus governantes.
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