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Visto negado: quem são os funcionários de Rubio que viriam ao Brasil para questionar urnas eletrônicas

Publicado 25/07/2026 • 21:08 | Atualizado há 47 minutos

KEY POINTS

  • Riley Barnes ocupa cargo de direção no Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho dos Estados Unidos.
  • Samuel Samson passou por uma organização ligada a nomes próximos de JD Vance.
  • Os dois foram escolhidos para integrar uma delegação americana ao Brasil, mas tiveram os vistos negados.

Riley Barnes e Samuel Samson, os dois integrantes do governo dos Estados Unidos que tiveram os vistos negados pelo Brasil, atuam no Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado americano.

Os dois foram citados pelo jornal The Washington Post como os nomes escolhidos para integrar uma delegação que viria ao Brasil. O Itamaraty confirmou a negativa dos pedidos de entrada.

Barnes e Samson trabalham sob a estrutura comandada pelo secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e têm trajetórias ligadas à política externa, ao conservadorismo e à defesa de pautas religiosas.

Quem é Riley Barnes

Nascido em Uvalde, no Texas, Riley Barnes é formado em Ciência Política pela Universidade Washington and Lee e possui mestrado em Relações Internacionais.

Segundo o Departamento de Estado, ele ocupa desde 2025 um cargo de direção no Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho.

Neste ano, Rubio o indicou para atuar como coordenador especial dos Estados Unidos para Questões Tibetanas. O secretário de Estado também delegou a Barnes atribuições ligadas ao posto de embaixador extraordinário para a Liberdade Religiosa Internacional.

Barnes iniciou sua trajetória no Departamento de Estado em 2018. Desde então, passou por funções como conselheiro sênior do subsecretário para Assuntos Políticos, redator-chefe de discursos do secretário de Estado e integrante da equipe de planejamento de políticas.

Antes de ingressar no governo americano, trabalhou no Atlantic Council, centro de estudos voltado a relações internacionais e segurança. Na organização, atuou como diretor assistente e pesquisador.

Barnes também foi redator-chefe de discursos do senador republicano John Cornyn, do Texas, quando o parlamentar ocupava a função de líder adjunto da maioria no Senado.

Leia também: Brasil nega vistos aos representantes dos EUA que viriam ao país para questionar sistema eleitoral

Quem é Samuel Samson

Samuel Samson, de 27 anos, é secretário-assistente adjunto do Escritório de Democracia, Direitos Humanos e Trabalho do Departamento de Estado. Ele foi designado para o cargo em 3 de maio de 2026.

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Antes disso, atuou como conselheiro sênior de políticas no mesmo escritório. Samson havia sido nomeado para essa função por Donald Trump em 20 de janeiro de 2025, primeiro dia do novo mandato do republicano.

Filho de mãe filipina e pai americano, Samson nasceu no Texas e se formou na Universidade do Texas em Austin. Na instituição, dedicou-se ao estudo da teoria do direito natural e de sua relação com as políticas públicas americanas.

Sua trajetória é marcada pela atuação em grupos conservadores e religiosos. Ainda no ensino médio, disputou uma eleição estudantil com um slogan inspirado no movimento MAGA, de Trump, e era descrito pelo jornal da escola como um “conservador feroz”.

Durante a universidade, trabalhou como assessor do senador republicano Ted Cruz, do Texas. Na época, relatou ter sido alvo de insultos e ameaças no ambiente acadêmico em razão de suas posições políticas.

Samson também trabalhou por quase três anos na American Moment, organização conservadora ligada a nomes próximos do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Na entidade, atuou principalmente como diretor de parcerias estratégicas.

Já no Departamento de Estado, participou de viagens pela África e pela Europa para promover as políticas do governo Trump e ampliar relações com grupos de direita.

Ele também esteve envolvido na elaboração de relatórios sobre direitos humanos que, segundo críticos, abordavam o tema sob uma perspectiva partidária.

Leia também: Questionamentos sobre sistema eleitoral elevam risco institucional

Visita não foi realizada

Barnes e Samson foram mencionados em conversas de integrantes do governo americano como os possíveis enviados ao Brasil. O objetivo formal apresentado pelos Estados Unidos era discutir “liberdade de expressão relacionada às eleições”.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que a área internacional do órgão chegou a ser procurada pela Embaixada dos Estados Unidos para tratar de uma visita de integrantes do governo americano. A Corte, porém, afirmou que não recebeu informações sobre o tema da agenda.

A reunião não foi marcada em razão do recesso do Judiciário.

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