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Aliados dos EUA não têm recursos para acompanhar avanço da I.A, diz Pentágono

Publicado 12/09/2026 • 20:15 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Aliados dos EUA enfrentam limitações financeiras e de escala para acompanhar avanço da IA no Pentágono
  • Pentágono amplia ferramentas de inteligência artificial e já utiliza sistemas em operações militares
  • Uso de IA em ataques gera críticas no Congresso dos EUA após mortes de civis no Irã

Os principais aliados militares dos Estados Unidos não têm recursos suficientes para acompanhar o ritmo de adoção de inteligência artificial pelas Forças Armadas americanas, segundo Cameron Stanley, chefe de inteligência artificial e tecnologia digital do Departamento de Defesa dos EUA.

Durante um evento da Billington Cybersecurity Summit nesta terça-feira (9), Stanley afirmou que países da Otan e integrantes do Five Eyes, grupo de compartilhamento de inteligência formado por Estados Unidos, Reino Unido, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, não possuem a mesma escala, experiência e capacidade financeira de Washington.

Segundo o executivo, os EUA trabalham com parte desses parceiros para compartilhar aprendizados e evitar que outros países repitam erros cometidos durante o desenvolvimento das próprias ferramentas de inteligência artificial.

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Pentágono acelera uso da inteligência artificial

Os comentários ocorrem menos de um ano após Stanley assumir o comando da área de IA do Pentágono. Desde janeiro, o departamento lançou novas ferramentas e ampliou a capacidade de computação voltada para aplicações militares.

Uma delas é a GenAI.mil, plataforma interna de chatbot que, segundo Stanley, já alcançou 1,7 milhão de usuários. Outra é a Agent Network, sistema desenvolvido para reduzir o intervalo entre a coleta de informações de inteligência e a tomada de decisão por comandantes.

O secretário de Defesa, Pete Hegseth, também determinou que o escritório de Stanley acompanhe mensalmente a velocidade de implantação das ferramentas de I.A, como parte de uma estratégia mais ampla para ampliar o poder computacional das Forças Armadas.

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I.A já é usada em operações militares

A velocidade de decisão foi um dos principais pontos abordados por Stanley. Ele relatou ter visto um comandante interromper uma reunião programada para atender a uma ligação de 30 segundos e emitir uma ordem imediatamente, sem passar por uma apresentação formal ou verificar o nível de autorização de segurança dos presentes.

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Para o chefe de I.A do Pentágono, esse tipo de agilidade representa uma mudança profunda na forma como as decisões militares são tomadas.

Um dos exemplos citados é o Project Maven, programa de inteligência artificial lançado pelo Pentágono em 2017. O projeto deu origem ao Maven Smart System, desenvolvido pela Palantir e utilizado pelas Forças Armadas americanas durante a campanha aérea de 2026 contra o Irã.

Segundo Stanley, a ferramenta foi usada para ajudar na identificação e no ataque a mais de 13 mil alvos nos primeiros 38 dias da operação. Em março, durante uma conferência da Palantir, ele afirmou que o sistema permitia aos comandantes passar da identificação de um alvo ao lançamento de um ataque dentro de uma mesma plataforma.

Uso da I.A também enfrenta críticas

A utilização da tecnologia em operações militares, porém, vem sendo questionada. Mais de 120 integrantes do Congresso americano assinaram uma carta pedindo explicações ao Pentágono sobre o uso de inteligência artificial e as mortes de civis.

A cobrança ocorreu após um ataque realizado em 28 de fevereiro contra uma escola primária em Minab, no Irã. Autoridades iranianas afirmam que ao menos 168 pessoas morreram, muitas delas crianças.

Para Stanley, o maior obstáculo à expansão da IA dentro das Forças Armadas pode estar nos próprios métodos tradicionais do Departamento de Defesa. Segundo ele, manter a forma histórica de fazer as coisas representa justamente o caminho de maior risco.

O executivo defendeu uma mudança de mentalidade para colocar ferramentas de inteligência artificial nas mãos dos militares mais rapidamente.

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